O FC Porto venceu o Arouca por 3-1 no Estádio do Dragão. Confere os destaques do encontro da 24.ª jornada da Primeira Liga.
Oskar Pietuszewski: O extremo polaco foi o grande destaque do jogo dos dragões. Numa fase em que muito se tem falado da pouca capacidade dos extremos do FC Porto para desequilibrar pelos corredores laterais, Pietuszewski tem sido a principal âncora ofensiva da equipa nesse capítulo. O avançado, de apenas 17 anos, foi o autor do golo do FC Porto aos 13 segundos, entrando para a história do clube azul e branco ao apontar o golo mais rápido de sempre no Estádio do Dragão. Ao longo do restante encontro, foi sempre uma solução muito interessante no corredor, colocando constantemente Javier Sánchez em dificuldades e protagonizando várias ações de cruzamento com perigo. Ainda assim, no momento da definição dos lances, continua a alternar entre decisões de grande nível e outras menos conseguidas (aspeto que poderá evoluir no seu jogo).
Gabri Veiga: O médio espanhol voltou às exibições de bom nível no Dragão, tal como já tinha acontecido frente ao CD Nacional e ao Rio Ave. Mais agressivo e ligado no momento sem bola, e igualmente influente no processo ofensivo, tem sido um elemento importante para colocar Pietuszewski em situações de um para um com o defesa adversário. Face às dificuldades do Arouca em proteger o corredor central, sobretudo na primeira parte, Gabri Veiga encontrou espaço para progredir com bola e, através do transporte, chegar rapidamente à área adversária. Outra dinâmica que tem funcionado nesta fase passa pela dupla largura que oferece, surgindo muitas vezes na mesma linha de Pietuszewski para libertar espaço interior para Pablo Rosario.
Nais Djouahra: Numa primeira parte marcada por grandes dificuldades para a equipa de Vasco Seabra, o extremo francês revelou um posicionamento muito móvel, partindo de fora para dentro para assumir-se como mais uma solução com bola no corredor central. Tendo em conta as suas características, rapidez e qualidade técnica, tem sido, não só neste jogo mas ao longo de toda a temporada, uma peça importante no processo ofensivo da equipa. O extremo francês apontou o golo que deu a igualdade ao Arouca ao minuto 70′, com um remate de pé direito a bater Diogo Costa.
Taichi Fukui: O Arouca é uma equipa recheada de jogadores com excelente qualidade técnica, e o médio japonês voltou a demonstrar essa competência, sobretudo no processo ofensivo. Na equipa de Vasco Seabra, Fukui foi o jogador responsável por pautar os ritmos de jogo, assumindo-se como o médio mais recuado e o principal elemento na primeira fase de construção. Foi quem mais vezes baixou para receber e ligar o jogo da equipa. Apesar das dificuldades sentidas na primeira parte perante a pressão e a agressividade ofensiva e defensiva do FC Porto, o Arouca melhorou após o intervalo. Nesse período, Taichi Fukui foi o autor do lance mais perigoso da equipa, com um remate que só foi travado pela trave da baliza de Diogo Costa.
William Gomes: O extremo brasileiro entrou ao minuto 62′ e acabou por ser o autor da grande penalidade convertida ao minuto 80′ e a assistência para a estreia a marcar de Terem Moffi. Numa altura em que o Arouca tinha chegado ao empate na partida, William Gomes foi importante no corredor para a chegada à baliza do Arouca.

