O Sporting e o Arouca empataram por 2-2 na sétima jornada da Primeira Liga. Eis os seis destaques do jogo.
Gonçalo Inácio: Não foi preciso ir trabalhar com Jorge Jesus para jogar bem. No último jogo antes da paragem para as seleções, e depois de uns dias de contestação elevada – até, em muitos casos, exagerada – o capitão do Sporting fez uma exibição impositiva. O golo marcado muito cedo ajudou a descomplexar a exibição do defesa que, como habitual, foi fundamental na saída de bola. Perante algumas brechas na pressão, descobriu linhas de passe com fartura.
Sergi Altimira: Está a ser um dos melhores jogadores do Sporting no arranque da época. Impressionante a forma como simplifica os lances e permite aos leões gerir ataques e parar transições. Os leões conseguiram gerar constantes 3×2 na saída de bola e o médio, com posicionamentos inteligentes, tornou-se opção para receber ou atrair a marcação. Sem bola, não sendo um jogador de destaque pelo porte físico, tem facilidade em posicionar-se e impedir lances de transição.
Issa Doumbia: No 4-3-3 bem claro em vários momentos com que Rui Borges encaixou as peças, não há jogador que mais se valorize do que o médio italiano, a funcionar como interior esquerdo. Além de algum afastamento das zonas de construção, onde não tem o mesmo impacto, conseguiu muitas vezes ser o elemento livre em vários dos saltos do Arouca na pressão. Sempre que Van Ee saltava, aparecia solto. Está, aparentemente, encontrado o seu lugar no onze.
Gabriel Rukavina: Não mudou, do ponto de vista individual, o jogo, mas trouxe alguma agitação e fibra à exibição do Arouca. A culpa até foi mais de Zeno Debast, tamanha a imprudência na entrada, mas também foi o croata a sofrer a falta. Está ainda a procurar os melhores enquadramentos com a equipa, mas a amostragem, embora curta, é positiva.
Taichi Fukui: Andou, durante longos minutos, ofuscado pela pouca clareza do Arouca na pressão e nos encaixes. Quando a expulsão mudou o jogo e inverteu os tabuleiros de protagonismo, ganhou outra presença e impacto no jogo arouquense, gerindo ataques e pensando o cerco que os visitantes montaram em Alvalade. A capacidade de equilibrar a pausa com o desequilíbrio no passe foi crucial para as aproximações amarelas gerarem perigo.
José Fontán / Dylan Nandín: Mais do que um destaque individual, nota de destaque aos goleadores do do Arouca, qualquer um deles. Ambos marcaram e permitiram traduzir a superioridade aroquense no jogo a partir do momento da expulsão num empate saboroso para o clube de Arouca. Também passa pela eficácia a capacidade de ganhar pontos nestes jogos.

