O Torreense derrotou o Valadares Gaia por 1-0 e conquistou a Taça da Liga Feminina. Confere os destaques do encontro.
Erica Meg: O Valadares Gaia ficou reduzido a dez unidades desde o minuto 12’ e Erica Meg assumiu um papel exigente, ao ter de fechar por dentro quando a bola estava no corredor direito e realizar deslocações longas sempre que havia variação de flanco, pressionando a média ou a ala esquerda do Torreense. Com bola, a jogadora inglesa mostrou-se sempre disponível para receber e foi a partir dela que a equipa de Vila Nova de Gaia conseguiu alguma fluidez no processo ofensivo. A nível técnico, destacou-se ao longo de todo o encontro.
Morgan Stone: À semelhança de Erica Meg, a jogadora portuguesa revelou grande disponibilidade no processo defensivo, ajudando a controlar tanto o corredor central como o corredor direito do conjunto de Torres Vedras. Mais física e posicional comparativamente a Era Meg, Morgan Stone assumiu-se como um pilar na equipa, contribuindo também na saída de bola, quer através de passes longos, quer no jogo aéreo.
Erin Seppi: A guarda-redes do Valadares Gaia foi expulsa ao minuto 12’, após agarrar a bola fora da área, deixando a equipa de Vila Nova de Gaia reduzida a dez unidades durante grande parte do encontro. Esta contrariedade dificultou significativamente a tarefa da equipa orientada por Zé Nando na luta pela conquista da Taça da Liga Feminina.
Bruna Ramos: A jogadora de 21 anos foi um elemento importante no Torreense, sobretudo na primeira parte, ao criar perigo na largura do corredor direito. A ala conseguiu, por várias vezes, ganhar a linha de fundo e foi o principal foco ofensivo da equipa nesse setor, utilizando o cruzamento como ferramenta para colocar a bola na área. Ainda assim, e perante a fisicalidade das defesas centrais do Valadares Gaia, a maioria das bolas acabou por ser afastada da grande área. Ainda assim, a jogadora, já no corredor esquerdo, assistiu Gerda Konst para o golo decisivo da final ao minuto 87′.
Gerda Konst: A média dos Países Baixos foi a autora do único golo do encontro, ao minuto 87’, dando sequência a um cruzamento milimétrico de Bruna Ramos. Depois de já ter ajudado a conquistar a Supertaça, ao apontar um dos dois golos do Torreense frente ao Benfica, a média neerlandesa voltou a ser decisiva.

