Francisco Conceição marca presença na sala de imprensa para fazer a antevisão do Portugal x Uzbequistão, relativo à segunda jornada do Mundial 2026.
Francisco Conceição é o jogador eleito a falar em conferência de imprensa antes do próximo jogo de Portugal no Mundial 2026. Na sequência do empate diante da RD Congo, a Seleção Nacional defronta o Uzbequistão na próxima terça-feira, dia 23 de junho, pelas 18h00.
«Passes para trás no jogo frente ao RD Congo? Não era a estratégia que tinhamos para este jogo. O nosso futebol é ofensivo, temos jogadores para isso, mas não executámos bem o plano. A forma como jogámos não foi a melhor. É corrigir isso no próximo jogo».
«Palavras de André Villas-Boas? Não tenho de comentar as palavras do presidente do FC Porto. É a opinião dele, não me cabe a mim comentar isso».
«Pressão? No Mundial o erro tem de ser mínimo. Não conseguimos ganhar o primeiro jogo e estamos com a faca nos dentes para vencer este jogo. Temos qualidade para vencer o encontro, melhorar o que temos para melhorar e se tivermos a atitude que tivemos no primeiro jogo, e melhor a qualidade, acho que conseguimos ganhar».
«Uzbequistão? É um dos aspetos que temos vindo a trabalhar, a chegada à área. É uma equipa com uma linha de 5, um treinador que conheço. Cabe-nos criar, rematar, tentar fazer o máximo possível para desestabilizar a defesa».
«Momento de forma e objetivos individuais e coletivos? Coletivamente é chegarmos o mais longe possível. Temos qualidade para isso, mas temos de demonstrar dentro de campo. Individualmente sou sempre mais um para ajudar quer jogue 10 minutos ou 90. Estou a realizar um sonho que é representar o meu país na maior competição do mundo e podem esperar sempre o máximo de mim».
«Primeira dupla pai-filho a jogar em Mundiais? Acho que não correu assim tão bem, foram eliminados na fase de grupos [risos]. É sempre um orgulho saber que o meu pai jogou um Mundial e que eu agora estou aqui. Espero que a história seja diferente. Contou que iam com muita ambição e que o objetivo era chegar mais longe possível. Que um erro pode deitar tudo a perder».
«Influência de Cristiano Ronaldo? O Cristiano a marcar golos não há ninguem como ele, e nós não temos essa obrigação de lhe passar a bola. Eu falo por mim, fazemos as coisas por instinto. O Cristiano está aqui para ajudar como qualquer outro jogador da Seleção».
«Críticas» Não correndo bem somos os primeiros a sentir isso. Não há ninguém que fique pior, sentimos na pele. A pressão está presente, estamos habituados a isso. Jogamos todos em grandes clubes. Sabemos que vai haver mais pressão, cabe-nos a nós dar resposta no próximo jogo».
«Rótulo espalha-brasas? Depende do que se quer dizer. Quero ser conhecido como o Francisco Conceição. Tenho sido titular indiscutível na minha equipa, esse papel depende da forma como queremos enquadrar. Estou aqui para dar o máximo e mostrar que sou mais um para ajudar».
«Importância de Sérgio Conceição? É o meu maior conselheiro, ajuda-me muito no futebol e na vida pessoal. Não falámos, sei que foi um grande jogador, sei qual vai ser estratégia, conheço bem os jogadores italianos, vai ser adiar o golo ao máximo. Sabemos das dificuldades».
«O que falta para ser titular por Portugal? Ajudar a equipa com golos, fazer o que mister pede, fazer o meu trabalho. Depois cabe ao mister a decisão. Sei que é difícil. Estamos todos aqui para baralhar as contas».
«Rumores sobre Sérgio Conceição como próximo Selecionador? Não tenho de comentar essas notícias. Temos o máximo respeito pelo míster que está aqui, estamos focados no Mundial e em fazer o melhor pelo nosso país. Nem se quer é respeitoso comentar isso».
«Resposta após a contestação? Sim, sem dúvida. Antes de dar uma resposta é mostrar a nós mesmos que temos capacidade de reagir. Nós queremos que este momento passe rápido».
«Influência de Cristiano Ronaldo na sua geração? O Cristiano é um exemplo pela fome que demonstra todos os dias para ganhar e para treinar. Isso, para todos nós, é um exemplo, porque se ele já conquistou tanto, nós temos de ter ainda mais fome para conseguir conquistar um pouco daquilo que ele conquistou. Ele é um exemplo por isso, pela sua liderança. Está aqui para nos ajudar e precisamos de todas as individualidades para que o coletivo funcione».
«Importância do jogo com o Uzbequistão? Queremos ganhar porque é o próximo. Depois o objetivo vai ser ganhar à Colômbia. Vamos jogo a jogo. O míster pediu-me para ajudar com as minhas caraterísticas».

