Marco Silva antevê Hearts x Benfica na Europa League: «Há jogadores que ainda têm que se adaptar àquilo que nós pretendemos»

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Marco Silva realiza, a partir das 19h45, a conferência de imprensa de antevisão à 2.ª mão da 3.ª pré-eliminatória da Europa League, entre Benfica e Hearts.

A partir das 13h30, Marco Silva marca presença na conferência de imprensa de antevisão ao Hearts x Benfica, da segunda mão da terceira pré-eliminatória da Europa League. O técnico começou por falar sobre as diferenças que espera ver neste segundo embate, incluindo potenciais mudanças no onze inicial:

«Os jogos são sempre diferentes, não há jogos iguais. Por muito que, após aquela exibição e o bom resultado que nós obtivemos, se jogássemos no dia seguinte, o jogo iria ser diferente, mesmo sendo no estádio da Luz. Portanto, amanhã, naturalmente, será um jogo diferente, com uma história diferente, e que nós cremos e ambicionamos que tenha o mesmo: a vitória. É com esse objetivo que aqui estamos, estamos com um resultado que nos dá estabilidade e a confiança para, para encarar, de uma forma muito positiva, mas não nos pode dar facilitismos nenhuns, porque será o primeiro passo para errarmos e nós não queremos errar. Queremos ser objetivos. É óbvio que o objetivo é estar nos playoffs, mas é diferente consegui-lo com dois resultados bons do que só com um resultado. O objetivo para nós amanhã é fazermos tudo para ganhar, continuar a progredir. Estamos já a competir com os jogadores que chegaram mais tarde, que ainda têm que competir, perceber melhor as dinâmicas e o que queremos. Temos percebido isso quando há algumas alterações durante o jogo; em alguns momentos, a equipa consegue manter os níveis ou até melhorar, noutros momentos há jogadores que ainda têm que se adaptar àquilo que nós pretendemos, porque faz parte, ainda não estão na sua melhor condição física, precisam de compreender melhor aquilo que são as dinâmicas que nós queremos com e sem bola para a equipa.E o jogo amanhã é um bom jogo também para isso, porque alguns jogadores vão ter, possivelmente, a oportunidade de começar um jogo que já não começavam há algum tempo, um jogo oficial. É importante vê-los no treino, é importante conhecê-los no treino, mas muito mais importante do que isso é perceber como reagem a nível de jogo, e amanhã sendo um jogo oficial, acredito eu mesmo que o resultado positivo para nós e a vitória de uma forma clara no primeiro jogo.Será um jogo que terá intensidade, normalmente o ambiente aqui é um ambiente muito, o clube ou o jogo atingir níveis de intensidade também que nós queremos jogar e queremos ser obrigados a jogar, e nada melhor do que ver alguns jogadores também a começarem o jogo e a demonstrarem qualidade».

Marco Silva abordou a situação do Benfica no mercado e as palavras de Rui Costa:

«Nós pensamos da mesma forma. Não iríamos estar a transmitir uma coisa e outra completamente diferente. Aquilo que nos pensamos fica entre nós e comunicamos convosco (a imprensa) da forma que achamos que é melhor sempre, sempre, sempre para o Benfica. É o que interessa no meio de isto tudo. Em relação ao mercado, os jogadores irão chegar quando nós conseguirmos que eles cheguem. Acho que é para todas as equipas: o mercado não é so para agosto ou setembro, é para uma época e para o Benfica,se o conseguirmos, para mais de uma época tambem. Tomar as melhores decisões para aquilo que é o melhor para o Benfica».

Questionado sobre possíveis mudanças na baliza, Marco Silva afirmou:

«Eu não vou estar a fazer referência a qualquer aspeto individual, quem pode ou não começar, senão iria dar-vos alguns nomes e, como não vou dar nomes dos jogadores de campo, não vou falar também em relação à baliza. Amanhã irão ver quem irá começar o jogo. Assim é uma oportunidade e não é uma oportunidade porque o resultado foi muito positivo. Eu sinto essa necessidade, sinto que é importante para nós vermos jogadores em competição, dar-lhes competição também, porque há casos de quatro ou cinco jogadores que, que nós temos vindo a acelerar alguns processos com eles em termos físicos, em termos de entendimento daquilo que são as nossas dinâmicas, mas que não os vimos ainda em jogo. Vimos espaços em 20 minutos no final de um jogo, 30 minutos no final de um jogo, nunca de uma forma mais constante durante, durante 70 ou 80 minutos. E os jogadores que estiveram no Mundial, a maioria deles ainda não o fez, um ou outro jogador que chegou à nossa equipa também não o fez e nós queremos vê-los. O jogo de amanhã também servirá para isso. Não querendo aqui dizer que serão muitas ou poucas alterações, irão existir algumas. Há jogadores também que merecem essa mesma oportunidade e amanhã irão tê-la».

O técnico referiu que está satisfeito com a atual dupla de centrais e preferiu não falar sobre os rumores relativos a Taylor Harwood Bellis:

«Eu não vou estar a fazer referência a algum aspeto individual, quem pode ou não começar, senão iríamos dar alguns nomes e, como não vou dar nomes… Falou-me do Tomás e do Lenglet, que são dois centrais de grande qualidade. Estamos muito satisfeitos com eles. Em relação aos jogadores que falou, ao perfil dos jogadores, como deve calcular, não vou estar a dizer o perfil do central que queremos ou não. Aliás, vocês têm falado tanto sobre o perfil do central que o Benfica precisa, vocês já sabem a resposta».

Sobre a motivação do plantel numa eliminatória praticamente decidida, Marco Silva afirmou:

«Conversámos com uma maior incidência sobre o que queremos amanhã. Como se motiva? Quando vestimos a camisola do Benfica, quando estamos a este nível de responsabilidade e à dimensão que estamos, a motivação tem de ser algo natural. Não só no jogo. A motivação, intensidade com que queremos jogar, concentração vem muito do treino. Acredito muito que quem treina bem acaba por jogar bem e quem se foca no trabalho diário está mais perto de ter coisas boas a acontecer durante o jogo. Essa exigência é colocada diariamente no treino para aparecer de forma natural no jogo. Percebo que o resultado é bem dilatado, e é sinal que fizemos as coisas bem, agora é lançar um desafio para os jogadores. É um desafio aos jogadores e amanhã irão ouvir isso também. Vai ser o nosso segundo jogo oficial fora de casa. O primeiro não correu como nós queríamos. No desafio amanhã é para retificar isso, olhando nós mesmos, para aquilo que é o Benfica e começarmos a dar passos em frente».

Marco Silva abordou ainda a frustração do Benfica após o empate na Luz frente ao Académico de Viseu:

«A frustração era enorme após o jogo, não só nos jogadores com quem falaram no final do jogo, mas comigo também. Não andamos aqui para ter vitórias morais, do jogar bem e não conseguirmos o que queremos. Não faz parte do ADN, não é isso que queremos. Queremos ganhar a jogar bem, que quem veja a nossa equipa reconheça o Benfica. Não gosto de ouvir ‘empatámos, mas jogámos bem’. Fizemos de tudo para ganhar e tínhamos de o ter ganho. Por isso, frustração. Mas não há que criar ansiedade. Amanhã temos mais uma oportunidade para crescer e melhorar alguns aspetos do último jogo».

Questionado sobre outras posições que o Benfica precisa de reforçar, para além de defesa-central, Marco Silva respondeu:

«Não vou estar a falar de posições. Já foi dito por mim e pela estrutura que vão haver saídas e entradas até ao final de agosto. Gostaríamos de ter poder sobre o mercado, mas não é tudo como queremos. A nossa ambição é tentar melhorar as nossas forças. A estrutura está a trabalhar comigo para que as coisas aconteçam».

Marco Silva referiu que espera ver uma grande exibição do Benfica:

«Vai ser o nosso segundo jogo oficial fora de casa. Jogámos com o St. Gallen fora, a exibição e o resultado não foram o que queríamos, mas a reação nos jogos seguintes em casa foi boa. Boas exibições e golos, foi muito importante. Agora o objetivo fora é dar resposta diferente, assumir como grande equipa que somos não só no Estádio da Luz, transportar para fora de casa. Quero ver esse desafio na equipa. E vai permitir ver alguns jogadores».

O técnico encarnado falou sobre a evolução do Benfica desde a chegada ao cargo:

«É humanamente impossível ter tudo ao nível que nós queremos dois meses após a apresentação, com sete semanas de trabalho, e essas mesmas sete semanas com grande parte dos jogadores a chegarem a conta-gotas, principalmente os jogadores que estiveram no Mundial e que, como vocês sabem também, foram quase sempre titulares na última temporada. Estamos a falar de 50 a 60% do 11 titular do Benfica durante a época passada. Não vou estar a enumerar as coisas que me tenham agradado ou não. Já vejo muita coisa boa daquilo que queremos e pretendemos para a equipa. Os jogadores sentem isso também, isso é o mais importante, é o sentir que acaba por ser o mais difícil e o mais importante numa equipa de futebol. A ideia que queremos, entre aspas, vendermos aos jogadores e eles comprarem e quererem claramente segui-la. É isso que eu sinto os jogadores a quererem fazer cada vez mais e a terem a sensação que aquele caminho os vai levar a coisas muito boas, fazê-los melhorar individualmente e coletivamente. Começar a competir com quatro semanas de trabalho não é muito normal, com muitos jogadores fora também. Todos esses pormenores foram desafiantes para nós, para termos a equipa em condições de competir ao mais alto nível naquilo que eram os primeiros jogos da Liga Europa. Para nós, estar neste momento nesta fase era quase obrigatório. Estar na fase de grupos é uma ambição clara que nós temos. Normalmente não estamos habituados a jogar esta competição e acabamos por jogar uma competição que nos últimos anos não é uma competição normal para o Benfica».

Marco Silva revelou aquilo que espera ver do lado do Hearts:

«Vai ser um jogo com ambiente diferente. Não importa o resultado do primeiro jogo, vai ser um ambiente difícil. Vamos esperar por amanhã para ver as alterações, alguns vão ter oportunidades. Isso é importante para nós. Mas, no fundo, isto é o Benfica. Não importa quem joga e vamos lutar para vencer. Sobre o Hearts, eles vão querer reagir. A diferença é grande, mas certamente vão querer mostrar força perante os seus adeptos e o Benfica vai ter de estar atento. Vão querer reagir e temos de controlar essa situação. Queremos tomar boas decisões ao longo do jogo».

O técnico optou por não abordar os rumores sobre a potencial saída de Amar Dedic para o Newcastle:

«Não vou falar sobre isso. É um jogador importante para o Benfica. Dedic está nos convocados e no jogo».

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