Fábio Espinho fez toda a formação no FC Porto: «Para mim o FC Porto foi uma história bonita, foram muitos anos e foi uma escola para a vida»

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Fábio Espinho foi o mais recente entrevistado pelo Bola na Rede. Antigo jogador fez toda a formação no FC Porto.

Fábio Espinho concedeu uma entrevista exclusiva ao Bola na Rede. Técnico recordou percurso de formação realizado no FC Porto, ainda que não tenha acabado na equipa principal.

«Acrescenta muita coisa. No fundo, tudo o que eu transportei para a minha carreira a nível de valores e de regras, muitos vieram também da educação que os meus pais me deram, mas muito do que fui como jogador foi-me passado nesse tempo todo no FC Porto. O querer ganhar, o jogar para ganhar não é a mesma coisa de jogar para não perder. São coisas completamente diferentes. A exigência, o treinar sempre bem, o estar sempre focado e não poder facilitar em nada são coisas que vamos adquirindo e transportando para a carreira profissional. Felizmente, consegui fazê-lo, há tantos outros que não o conseguem. Para mim o FC Porto foi uma história bonita, foram muitos anos e foi uma escola para a vida», agradeceu o antigo jogador que depois de 14 anos, acabou por deixar o clube na equipa B.

«Fui passando de escalão em escalão até chegar à equipa B e infelizmente não consegui dar o pequeno salto. Era um salto grande, na verdade, mas era curto porque era já o próximo. Cheguei a treinar com a equipa principal, fiz três ou quatro treinos, mas nunca joguei. Não senti grande responsabilidade. Quando somos jovens, somos irreverentes e não sentimos bem o que é a responsabilidade. Quando estava na equipa B do FC Porto apanhámos uma super-equipa que tinha o Mourinho como treinador e coincidiu com o ano em que o FC Porto ganhou a Liga dos Campeões. A fasquia estava muito elevada e era muito difícil um jovem dar o salto para a equipa principal», vincou Fábio Espinho que, na época seguinte, chegou a treinar com a equipa A.

«Recordo-me e tenho a vaga ideia de achar que todos eram maravilhosos. Eram craques. Maniche, Deco, Vítor Baía, Jorge Costa, Alenichev, Costinha. Todos eram espetaculares e cada um me marcou à sua maneira. Não fui lá muitas vezes e fui já no ano a seguir [à conquista da Champions League]. Havia jogadores que até acho que já tinham saído. Quando fui treinar com a equipa principal era o Victor Fernández o treinador, portanto o Mourinho já tinha saído e dois ou três jogadores tinham sido vendidos. Grosso modo o plantel ficou e quando um jovem jogador é chamado à equipa principal é sempre um momento marcante», analisou o antigo jogador.

toda a entrevista de Fábio Espinho.

Diogo Ribeiro
Diogo Ribeirohttp://www.bolanarede.pt
O Diogo tem formação em Ciências da Comunicação, Jornalismo e 4-4-2 losango. Acredita que nem tudo gira à volta do futebol, mas que o mundo fica muito mais bonito quando a bola começa a girar.

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