Fábio Espinho foi o mais recente entrevistado pelo Bola na Rede. Médio analisou mudança para a Bulgária e experiência na Champions League.
Fábio Espinho concedeu uma entrevista exclusiva ao Bola na Rede. Antigo médio recordou transferência para o Ludogorets, da Bulgária, e falou no sentimento de jogar competições europeias, nomeadamente na Champions League.
«Eu estava quase a terminar o campeonato no Moreirense [na segunda época] e vinha de lesão. Estive quase três meses lesionado e estivemos até à última jornada a lutar para não descer, o que acabou por acontecer. Mesmo a acabar o campeonato surgiu o convite do Ludogorets. Já estava a fazer 28 anos e nunca tinha saído de casa, tinham sido equipas sempre aqui perto o que me facilitava e vinha dormir a casa todas as noites. Surgiu a oportunidade da Bulgária e, apesar de ser vantajoso a nível financeiro, eu estava a olhar mais para o meu conforto e comodismo e rejeitei. Contra todas as expectativas eles voltaram à carga, aumentaram a oferta e eu voltei a rejeitar. Já de férias e numa conversa com a minha esposa, mais cerebral que emocional, chegámos à conclusão de que o melhor seria ir caso ainda houvesse a possibilidade. Contactei as pessoas e felizmente abriram-me a porta novamente. Ainda bem, foi o melhor que eu fiz não só a nível pessoal, mas também na parte financeira. Jogamos, mas a parte financeira é importantíssima para assegurar o futuro. Na carreira, ia para uma equipa que ia lutar por títulos, que disputava competições europeias e ia ser muito enriquecedor. As coisas correram às 1.000 maravilhas, ganhei dois campeonatos na Bulgária, uma Taça da Bulgária, uma Supertaça, joguei na Liga dos Campeões. Foi incrível e correu tudo espetacular», destacou, antes de falar da experiência de jogar Champions League.
«É incrível. As coisas acontecem quando têm de acontecer e quando estamos lá imbuídos parece que é tudo normal e natural. Acabo por dar mais valor agora, depois de uns anos, do que no presente quando usufruímos daquilo. Joguei contra o Real Madrid do Ronaldo, Bale e Benzema e contra o Liverpool. Estar no campo com eles era como jogar na rua, eu queria era divertir-me e aproveitar o momento. Tudo o que era responsabilidade e pressão metia para campo. Não existia na minha cabeça nesse tipo de jogos. Foi um aproveitar do momento e da experiência. Fiquei com isso para ter histórias para contar mais tarde», falou o antigo médio, antes de recordar a sensação de entrar em campo nesses jogos.
«Já tinha assistido a muitos jogos da Liga dos Campeões na bancada, mas quando assistes ao espetáculo e estás lá dentro é realmente diferente. É uma sensação que só quem lá está é que sente. Já muitos jogadores disseram em entrevista que é uma competição diferenciada. É verdade que há competições de seleções, mas de clubes é o expoente máximo. É uma sensação incrível e indescritível, um sonho. Devido à idade que eu tinha, não queria acreditar. Houve uma altura da minha carreira onde pensei que já não daria o passo em frente e ficaria por aquele nível. Já seria ótimo jogar na Primeira Liga, mas tinha como objetivo na minha carreira e desde criança o de conquistar coisas grandes. Felizmente consegui, jogar Liga Europa e Liga dos Campeões é algo grande», referiu Fábio Espinho.
Lê toda a entrevista de Fábio Espinho.

