Florentino Luís concedeu uma entrevista à Liga Portugal onde abordou a sua carreira profissional até à chegada ao Burnley.
Em entrevista à Liga Portugal, Florentino Luís recordou os principais momentos da sua carreira até à chegada ao Burnley. O médio português começou por explicar como chegou ao Benfica ainda na formação:
«Estava a jogar contra o Benfica pelo Real Massamá e, durante o jogo, os olheiros foram falar com o meu pai e o meu irmão. Saio do jogo e já tinha o papel para assinar pelo Benfica. Tinha 11 ou 12 anos. Foi tudo muito rápido, mas quando a pessoa cai na realidade e vê a dimensão do clube, entende que está a viver um sonho».
O jogador do Burnley destacou ainda a cultura de vitória presente no Benfica:
«Estamos inseridos numa cultura de vencer. O Benfica é elite e dá todas as condições para chegarmos à equipa principal com a mentalidade de ganhar. Isso fica entranhado em nós».
Florentino Luís recordou também a importância de Bruno Lage no seu percurso pela equipa principal:
«O mister Bruno foi muito importante porque foi ele que me deu a oportunidade de cumprir o meu sonho. Estreei-me no Estádio da Luz, um estádio onde ia muitas vezes ver os jogos. Ele ensinou-me muita coisa, sobretudo a estar sempre focado naquilo que poderia acontecer e a estar preparado para vários cenários. Ele trouxe um grande impacto também na cultura e na visão da formação do Benfica».
O médio recordou ainda o jogo de estreia frente ao Nacional da Madeira:
«Nunca o vou esquecer. Foi o 10-0 ao Nacional, numa noite de homenagem ao Chalana. Foi o culminar de todas as coisas boas.»
Florentino Luís abordou depois um período mais difícil da sua carreira:
«Foi duro profissionalmente e pessoalmente. Estava no contexto da COVID, recém-casado, e passei por uma depressão onde já não me dava vontade de jogar futebol».
O médio do Burnley explicou ainda como conseguiu ultrapassar essa fase:
«Com a ajuda da minha mulher, dos meus pastores e dos meus amigos próximos, consegui ultrapassar. Hoje sou muito mais forte. No Getafe recuperei a minha alegria em jogar futebol, porque lá voltei a desfrutar do jogo e da minha família».
Por fim, deixou uma reflexão sobre a Premier League e a adaptação ao futebol inglês:
«Chegar à Premier League é um sonho. Creio que é de todos os jogadores que começam a carreira. É a liga mais competitiva do mundo. Eu acreditava que estava muito bem preparado, mas depois, com a diferença dos treinos, notei que necessitava de melhorar alguns aspetos para estar bem fisicamente. Após algumas semanas, a pessoa entra no ritmo. O ser humano é um ser de hábitos».

