Freddy Adu, que vestiu a camisola do Benfica na temporada 2007/08, relembrou com alegria a passagem pelos encarnados.
Freddy Adu foi dos jovens talentos mais promissores do futebol mundial, assinando pelo Benfica em 2007 por cerca de um milhão e meio de euros, proveniente do Real Salt Lake. Em declarações ao portal Goal, o norte-americano voltou a relembrar a passagem pela Luz, começando por refletir sobre a chegada a Portugal após brilhar nos Estados Unidos:
«A primeira vez de que me apercebi [que seria possível ter sucesso, no futebol] foi ao jogar na MLS. Foi fantástico. Estava a viver o meu sonho, enquanto jogador profissional de futebol. Mas foi quando assinei com o Benfica, meti um pé fora do avião e, depois, entrei no terminal do aeroporto e vi, simplesmente, milhares de adeptos todos juntos lá fora, a cantar… Foi aí que se tornou real, para mim».
O antigo extremo revelou o que lhe passou pela cabeça durante essa primeira fase no Benfica:
«Foi aí que pensei ‘Oh meu Deus, isto é de loucos’, porque nunca tinha vivido nada como aquilo. Por isso, nessa altura, eu pensava ‘Oh, wow, isto é real’. É aí que começas a pensar ‘Oh, mano, tens de estar à altura, nesta equipa, agora, porque isto é de loucos’. Eu não estava à espera. Não fazia ideia».
De seguida, descreveu a diferença dos adeptos norte-americanos e os portugueses:
«Na América, quando viajas, mesmo quando és conhecido, vais a algum lado e nada daquilo acontece. Limitas-te a passar pelo aeroporto, com tudo tranquilo, chegas ao teu carro, entras e vais-te embora. Lá, eu nem sequer conseguia mexer-me um centímetro. Foi apenas… wow. O ambiente era de loucos».
Por fim, deixou clara a sua apreciação pelo apoio dos benfiquistas:
«Os adeptos, os cânticos, o volume, a paixão… No Benfica, isso foi fantástico. Foi, simplesmente, de loucos. Só quero dizer que era exatamente como eu tinha imaginado, ou como via, na TV, quando era criança. E foi fantástico. (…) Os cânticos, as bandeiras a agitar, a paixão… Oh, foi fantástico. Foi a coisa mais porreira do mundo, para mim, porque só pensava ‘Não consigo acreditar que isto está a acontecer, neste momento. Isto é a coisa mais porreira».

