Frederico Varandas foi reeleito como presidente do Sporting. Dirigente parte para um terceiro mandato e prestou declarações.
Frederico Varandas já se pronunciou depois dareeleição como presidente do Sporting. Dirigente leonino reeleito com 89,47% dos votos teceu as primeiras declarações depois de eleito para um terceiro mandato, num breve discurso:
«A primeira palavra vai para o candidato Bruno Sá, um sócio que entendeu candidatar-se. Sai derrotado, mas na verdade, quando se vem a jogo com a intenção de se fazer algo pelo clube, nunca se perde e é de louvar o seu espírito democrático e de luta de trazer ideias para o Sporting. A segunda vai para os sócios do Sporting. A conclusão que retiro destas eleições é que o Sporting é um clube de sócios felizes com o seu clube, por viverem uma das melhores fases da história do Sporting, que vive dos seus sócios, mas sobretudo da felicidade e do ativismo dos seus sócios. De facto estas eleições demonstraram o que eles querem, que continue o rumo começado em 2018. Vencemos por quase 90%, muito orgulho, muita responsabilidade, mas também muita humildade por termos vencido com este resultado expressivo. Termos vencido com 90% ou 51% é igual, a responsabilidade, a humildade e a missão são as mesmas: continuar a fazer o Sporting crescer, que seja ganhador e que faça os sócios orgulhosos e felizes. É o que vamos fazer nestes quatro anos e espero que daqui a quatro anos tenhamos os sócios felizes como hoje. Acho que isso tem muito a ver com o resultado do trabalho desta Direção nestes oito anos. Mais sócios votaram porque existem mais sócios com quotas em dias. A responsabilidade é a mesma. Hoje não vou dormir eufórico porque lembro-me perfeitamente de há oito anos estar lá fora muito feliz, mas já focado na missão de meter o Sporting no primeiro lugar. É o clube que venceu mais títulos desde 2018 e hoje deito-me já preocupado em continuar nesta posição», começou por dizer Frederico Varandas.
Frederico Varandas respondeu depois aos jornalistas e não comentou as notícias que abordam a possível renovação de Rui Borges:
«Hoje falo só sobre ato eleitorial, não quero misturar temas. Recebemos mais um voto de confiança, mas isto é um sinal da vitalidade e saúde que o Sporting tem. Os mandatos são para se cumprir e é preciso recuar muito para se encontrar uma Direção com 12 anos de mandato. Os sócios entenderam que esta é uma premissa fundamental para o sucesso do Sporting. Vivemos um momento de sucesso e tranquilidade e isso também faz com que alguns sócios sintam que o Sporting está bem e que não precisam de votar. Fiquei feliz pelo número de sócios que vieram votar, muitos votaram por correspondência, apesar desses votos serem considerados inválidos, mas o que importa é que eles sentem que o Sporting agora é um clube estável, coisa que não foi durante décadas e décadas. E isso é mérito dos sócios, mas têm de perceber que eles é que são os garantes disso. E quando se olha para trás, a duração média de uma Direção era de dois anos e pouco, uma coisa louca. 12 anos de mandato é extraordinário e a base do sucesso do Sporting».
O presidente do Sporting definiu também objetivos para os próximos tempos:
«Quando nos decidimos candidatar, não teve a ver com renovações de jogadores ou treinadores. Temos um objetivo muito vincado e claro, iniciámos um processo de requalificação do património, de investimento, e vai ser um processo muito exigente para cumprirmos as obras a fazer, que vão ser ‘game changer’, e em 2029 não tenho dúvidas de que teremos um espaço em Alvalade fantástico e admirável. Vai exigir muito rigor porque vamos fazer isto acompanhado de o Sporting lutar por títulos»
Frederico Varandas falou das prioridades como presidente do Sporting:
«Se puder resumir o que quero no Sporting em duas prioridades: uma são títulos, a segunda é crescer o número e sócios. Para isso, precisamos de crescer em vários setores, como o património, melhorar a experiência do adepto, aumentar a receita e, assim, poder investir».
O dirigente enalteceu também a satisfação por continuar à frente do clube verde e branco:
«Eu hoje sinto-me profundamente cansado. Rigorosamente cansado, o acumular desta semana. E até este discurso teve de ser mais tarde do que eu julgava. Nós não pensamos no Frederico Varandas, nem no que fica na memória do Frederico Varandas. O que eu quero que fique na memória dos sportinguistas é que, desde 2018 até 2030, o Sporting ganhou muito. E cresceu muito. Isso é a única coisa que nos interessa. Nunca sonhei ser presidente do Sporting. Sonhei ser jogador, mas nunca tive talento para isso. Hoje o sócio Frederico Varandas estaria muito feliz ao ver o Sporting assim. Muito feliz».

