Gianluca Prestianni pronuncia-se pela primeira vez sobre o caso com Vinícius Júnior: «Estão a chamar alguém de racista quando eu jamais o fui nem serei»

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Gianluca Prestianni quebrou o silêncio sobre o caso de alegados insultos racistas contra Vinícius Júnior, durante o Benfica x Real Madrid.

Pela primeira vez desde os acontecimentos do Benfica x Real Madrid na Champions League, disputado no dia 17 de fevereiro, Gianluca Prestianni falou sobre as acusações de insultos racistas proferidos contra Vinícius Júnior. Em entrevista à Telefe, começou por refletir sobre a forma como lidou com a situação, agradecendo o apoio do clube:

«O que me doeu foi tratarem-me por algo que jamais fiz. Isso foi o que mais me custou. Mas felizmente estou muito tranquilo porque todas as pessoas que me conhecem sabem a pessoa que sou e isso basta-me. Estou muito agradecido ao clube [Benfica], que acreditou em mim e me apoiou em tudo. Tanto o clube como os meus colegas demonstraram-no internamente, e isso vale muito mais para mim do que publicar uma ‘story’ no Instagram».

O extremo argentino revelou que se preocupou com as reações da sua família às acusações:

«Punha-me a pensar no meu pai, na minha mãe, nos meus avós… ouvirem dizer tantas coisas que não sou nem que aconteceram. É feio e dói muito, especialmente por causa deles. Eu estou habituado, sou jogador, as pessoas vão falar sempre, mas eles não estão habituados. No momento do jogo o meu pai estava lá e estava a passar mal. Não gostava que me dissessem aquelas coisas».

De seguida, assumiu que se sentiu injustiçado após receber a suspensão da UEFA que o afastou da segunda mão:

«Isso doeu-me muito. Por algo que não disse, fui sancionado sem provas. Mas já passou. Estou muito agradecido à equipa técnica do Benfica que esperou por mim até ao último minuto para eu poder jogar».

Por fim, descreveu José Mourinho com «um craque» e confirmou que pediu desculpa ao técnico e aos colegas de equipa pela situação:

«Falei com ele e com os meus colegas para que ficassem tranquilos. Sim, falei com eles para esclarecer as coisas, porque se falava muito cá fora e os meus colegas podiam ficar confusos ou sentir-se afetados. Eu tenho colegas da mesma cor de pele que o Vinícius e nunca houve nada, pelo contrário. Depois queriam tratar-me como homofóbico… era de mais. Queriam criar confusão por coisas que para nós, argentinos, são insultos normais [de jogo], como ‘maricón’ ou ‘cagón’. Mas felizmente a equipa e o treinador apoiaram-me»

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