O jornal Marca reagiu ao empate no jogo inaugural do Grupo H do Mundial 2026, destacando que «Espanha entrou para a história de Cabo Verde».
A imprensa espanhola já reagiu ao empate surpreendente frente a Cabo Verde, no arranque do Grupo H no Mundial 2026. O jornal Marca destacou que «Espanha entrou para a história de Cabo Verde», mas relembrou que a campanha vencedora em 2010 também começou com um resultado negativo:
«Este Mundial está a dar demasiadas semelhanças com a África do Sul 2010 para que as possamos ignorar. O mesmo Grupo H, o mesmo jogo de abertura entre o México e a África do Sul, um confronto contra uma equipa do Bielsa no último jogo da fase de grupos… E também naquela altura a Espanha começou com uma desilusão, com uma derrota inesperada frente à Suíça. E já se sabe como acabou: a conquistar a Taça do Mundo. Isto é superstição, não é futebol, e também não se trata de viver do passado, mas sim de recordar que nem sempre quem começa melhor ganha os mundiais».
Já o jornal AS sublinhou o peso da ausência de Lamine Yamal no onze inicial, referindo que Espanha praticou um «jogo horizontal», sem ritmo no ataque e com falta de frescura:
«Muitos passes e poucos golos. Nenhum, para ser mais preciso. Perante uma seleção de Cabo Verde que Bubista organizou em bloco e que Vozinha e as suas investidas blindaram. Mas à Espanha faltou frescura e, acima de tudo, verticalidade. Uma versão demasiado plana, onde a nota mais discordante, para o bem, foi Cucurella, que deu que falar fora do campo e dentro dele: foi o mais incisivo da Seleção. Uma bola na trave de Ferran e muito burburinho numa Espanha demasiado horizontal. Até que Lamine pisou a relva e, num instante, tentou sete cruzamentos e cinco dribles. Na estreia, um tropeço».

