Ivan Baptista responde ao Bola na Rede: «Muito raramente temos este tipo de estímulos no campeonato, infelizmente»

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Ivan Baptista analisou o empate entre o Benfica e o PSG. Técnico respondeu à pergunta do Bola na Rede.

Ivan Baptista fez a análise do empate entre o Benfica e o PSG (1-1) na Champions League Feminina. O Bola na Rede esteve no estádio da Luz e teve a possibilidade de colocar uma questão ao treinador do conjunto encarnado em conferência de imprensa.

Lê também a pergunta e resposta de Paulo César Parente, treinador do PSG.

Bola na Rede: Numa fase de liga da Champions League em que o Benfica acaba por, apesar da pontuação e dos resultados, ter poucos momentos em que foi amplamente dominado, conseguindo equilibrar os jogos, onde é que taticamente o Benfica mais conseguiu crescer e quais os desafios que permitiram às jogadoras crescer na prova?

Ivan Baptista: Obrigado pela questão. Estes jogos são jogos que não temos no nosso campeonato. Muito raramente temos este tipo de estímulos no campeonato, infelizmente. Do ponto de vista tático, o que fizemos em Barcelona nunca vamos ter que o fazer no nosso campeonato. A exposição que tivemos em organização defensiva, no nosso meio-campo constantemente, como tivemos de fazer contra essa equipa, é algo que do ponto de vista tático tivemos de crescer muito na preparação para esse jogo, e foi uma preparação curta, e durante o jogo tivemos de conseguir corresponder. São pequenos pormenores. Naturalmente a este nível, com as intérpretes que as equipas adversárias têm, temos de rapidamente começar a encontrar outro tipo de estratégias. Não é fácil nestes contextos de Liga dos Campeões contra um PSG, um Arsenal, conseguirmos lidar e confiar por si só, por exemplo, nos duelos individuais. São jogadoras que são diferenciadas do ponto de vista individual e que, não facilmente, mas com grande probabilidade, conseguem sair dessas marcações individuais. São jogadoras muito rápidas e fortes. Hoje vimos aqui jogadoras de 19 ou 20 anos com um físico impressionante. No campeonato damo-nos ao luxo de estar mais confortáveis num bloco a 50 metros a pressionar o adversário, mas neste tipo de contexto temos de ter as jogadoras e as linhas mais próximas umas das outras, para ter coberturas e que a equipa esteja organizada. Ainda que alguma jogadora falhe, porque neste tipo de contexto contra estas intérpretes, é provável que aconteça, temos de conseguir corresponder como equipa no momento de organização defensiva. No momento de organização ofensiva, são equipas com muita mais capacidade na pressão, que nos obrigam a procurar outro tipo de estratégias e soluções, não só curtas, mas longas. Hoje até conseguimos do ponto de vista curto quebrar muitas vezes a pressão do PSG. São estas pequenas coisas que nos ajudam e que nos acrescentam no processo. Um processo que para nós é muito rico, porque nos ajuda a crescer nas competições internas, mas infelizmente não temos este tipo de estímulo maus; vezes na Liga ou na Taça.

Diogo Ribeiro
Diogo Ribeirohttp://www.bolanarede.pt
O Diogo tem formação em Ciências da Comunicação, Jornalismo e 4-4-2 losango. Acredita que nem tudo gira à volta do futebol, mas que o mundo fica muito mais bonito quando a bola começa a girar.

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