João Gião e Pepa analisaram vitória do Estrela da Amadora frente ao CD Nacional, por 3-2, num jogo a contar para a 4.ª jornada da Primeira Liga.
O Estrela da Amadora venceu, este domingo, o CD Nacional por 3-2, na Choupana, num jogo a contar para a quarta jornada da Primeira Liga. No final do encontro, João Gião e Pepa analisaram a partida e destacaram diferentes aspetos da exibição das suas equipas.
João Gião considerou que o CD Nacional entrou bem no encontro, mas perdeu alguma tranquilidade durante a primeira parte, sobretudo pela forma como procurou acelerar o jogo através de bolas longas:
«A equipa entrou bem e depois nos seguintes 15 minutos parece que nos intranquilizámos um pouco. O Estrela da Amadora não veio com uma ideia de nos pressionar muito na construção. Nós tínhamos espaço para ter bola e estávamos constantemente a querer acelerar o jogo com bolas longas, sem necessidade. O lance que dá em penálti resulta de uma bola dessas».
O técnico do CD Nacional falou ainda sobre a saída de Filipe Soares no decorrer da primeira parte, e alguns problemas de lesões que teve durante a semana de preparação para o jogo:
«O Filipe Soares antes do jogo já estava tocado no adutor. Ele quis arriscar ir a jogo, foi uma decisão dele e eu admiro-o por isso, por não se esconder no jogo. Agora vamos avaliar a gravidade da lesão. Tivemos alguns problemas com surtos virais no plantel esta semana, o Markus Jensen, só ontem é que treinou, de resto esteve a semana toda de fora. Não sei se isso vai ter alguma influência na recuperação do Filipe Soares».
Pepa, por sua vez, rejeitou a ideia de que a vitória do Estrela da Amadora tenha sido alcançada através de uma estratégia defensiva ou por mero acaso. O treinador destacou ainda a qualidade da equipa com bola e a capacidade de manter a calma mesmo depois dos golos sofridos:
«Normalmente, a justiça tem a ver com quem marca mais golos. Mas, sinceramente, não foi uma vitória no sufoco, não foi uma vitória à sorte, não foi uma vitória a jogar encostados atrás e à espera de uma transição, de uma bola parada. A equipa esteve bem com bola. Apenas um pormenor ou outro em que tínhamos de ser mais inteligentes na ocupação dos espaços. E, na segunda parte, com bola, conseguimos manter esse registo. Depois, sem bola, sentimos todos que a equipa estabilizou mais na segunda parte, na qual não demos grandes oportunidades ao Nacional. Também conseguimos ter bola com calma e com paciência, porque o jogo é isto mesmo. Em 90 minutos, temos de estar sempre ligados».
Por fim, o técnico do Estrela da Amadora valorizou ainda a reação da equipa aos momentos adversos, sublinhando a capacidade de não entrar em frustração e de continuar a seguir a ideia de jogo definida:
«Ficamos chateados por sofrer dois golos, mas, ao mesmo tempo, soubemos ter esta capacidade de não entrar em frustração, mesmo estando a perder e voltar ao jogo, com paciência, sem fugir da nossa ideia de jogo».



