João Nuno reforçou que o Estrela da Amadora tem de apresentar «a sua melhor versão» contra o Sporting, na antevisão à 29.ª jornada da Primeira Liga.
O Estrela da Amadora recebe o Sporting, no próximo sábado, num encontro da 29.ª jornada da Primeira Liga. Na conferência de imprensa de antevisão à partida, João Nuno reforçou que os tricolores têm de se apresentar ao nível que demonstraram na goleada frente ao Casa Pia (4-0):
«Precisamos da nossa melhor versão, muito semelhante ao jogo com o Casa Pia, um Estrela a querer ser agressivo. (…) Sabemos que em alguns momentos o mister Rui Borges e a equipa vão empurrar-nos para jogar mais baixo. Vamos pressionar nos sítios certos, foi isso que trabalhámos. Sinto a equipa preparada, após um início de semana difícil, depois da derrota com o Nacional».
O técnico desvalorizou o facto de os leões terem jogado na terça-feira frente ao Arsenal, na Champions League:
«O Sporting está na luta pelos seus objetivos, nós também. Tem jogadores habituados a isso (a calendários com muitos jogos). Temos de ser a melhor versão. Quando tivermos a nossa oportunidade, temos de ter coragem para jogar também».
Em resposta ao Bola na Rede, referiu que não pretende alterar a filosofia de jogo para o embate com o Sporting:
«Eu tenho que seguir a linha do que fui até aqui. Há 18 pontos para jogar. Acho que não é o último jogo do campeonato, não é a nossa final. Todos os pontos são importantes. No dia 18 de maio, vamos fazer contas. Portanto, não estamos em último, nem em penúltimo, nem em zona de playoff, para parecer que estamos com uma corda ao pescoço. Tínhamos ganho 4-0 ao Casa Pia e feito uma das melhores exibições do campeonato. Tivemos um número de golos esperados ao nível de equipa grande. Depois, o jogo correu-nos super mal no Nacional, entrámos a perder, mas não está tudo mal. Nós vamos tentar manter os nossos princípios, que temos mantido nos últimos jogos, para continuarmos a trabalhar esta equipa, que teve 10 entradas e 12 saídas em janeiro. Portanto, é isso que temos de fazer. Se vamos mudar tudo para jogar contra o Sporting, vamos perder a nossa ideia, vamos perder o nosso processo. Nós, no primeiro jogo, não tínhamos nenhuma ideia de defender tão baixo, por isso é que eu disse que fiz a brincadeira com o mister Rui Borges. O Sporting é que nos empurrou para ali. Eu tentei pressionar em alguns momentos mais alto. O Sporting não nos deixou porque faz isso em alguns momentos. O Sporting, na terça-feira, defendeu baixo em alguns momentos…de certeza que não queria. O Arsenal é que obriga a ir para lá, não é? Tem muito que ver com a qualidade das equipas. Nós vamos preparar a ideia de jogo que temos, dentro do que temos feito, com a mesma ideia, sabendo que há alguns momentos, com a qualidade do Sporting, em que não podemos pressionar. Há zonas em que não vamos fazer nada, em que só vamos abrir o buraco que o Sporting quer. Temos de ser inteligentes na forma como vamos pressionar. Foi isso que trabalhámos, vamos ver se os nossos jogadores conseguem pôr isso em prática. O desafio é tremendo, o Sporting é uma grande equipa e eu adoro estes desafios. Por mim, havia sempre jogos destes. São estes jogos que me fazem crescer como treinador. Espero que os jogadores tenham a mesma motivação e que estejam preparados para este desafio.».
João Nuno deixou em aberto a posição na frente de ataque, apesar da recente titularidade de Rodrigo Pinho:
«O Rodrigo Pinho tem jogado nos últimos jogos e estamos satisfeitos com o rendimento dele. Houve uma fase com a saída do Kikas que não foi o Pinho a jogar, optámos pelo Leandro Antonetti 2 ou 3 jogos e depois também com o Sydney van Hooijdonk. Estão os três disponíveis e podemos jogar com qualquer um deles conforme as características do jogo. Vamos ver o que pretendemos, mas estou muito satisfeito com o Pinho».
Refletiu ainda sobre os resultados da primeira volta como voto de confiança para os jogos que restam:
«Nos jogos que faltam, perdemos apenas com Sporting e Porto. Ganhámos em Famlicão, empatámos com o Sp. Braga e Moreirense e ganhámos ao Arouca. Faltam 18 pontos, isto não é o último jogo do campeonato. Todos os pontos são importantes. No dia 18 de maio, fazemos contas. Parece que estamos com uma corda ao pescoço, mas não estamos em zona de despromoção. Queria ter muito mais pontos, mas há equipas que estão muito pior que o Estrela. Frente ao Casa Pia, fizemos uma das melhores exibições do campeonato com um número de golos esperados ao nível de equipa grande. Só tenho de me preocupar em tentar fazer 3 pontos amanhã».
Por fim, confessou ter pedido desculpa ao plantel pelo discurso feito após a derrota no terreno do CD Nacional:
«O início da semana foi difícil de gerir nos primeiros dias. O jogo correu-nos muito mal, mas podia estar horas a justificar várias coisas. Pedi desculpa aos jogadores pelo meu discurso no fim porque, depois de ver, há tanta coisa que mudava a história daquele jogo. Mas, não tenho tempo para falar e, mesmo que o faça, ninguém me vai ouvir. Por isso, não interessa. Os outros perdem horas a falar sobre isso, enquanto connosco não se passa nada. Mas, passou-se tanta coisa grave naquele jogo».

