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Redação Bola na Rede

Manuel Brito Henriques

81 artigos publicados · no Bola na Rede desde 2025

FC Porto

Às portas do juízo final | Estrela da Amadora x FC Porto

Vindo de três derrotas consecutivas, o Estrela da Amadora recebe o FC Porto em mais um teste muito complicado para os comandados de João Nuno, mas que pode ser decisivo nas contas finais da luta pela manutenção. Depois de o Casa Pia ter perdido o jogo em atraso com o Sporting de Braga, os tricolores da Reboleira entram motivados em manter a vantagem para a equipa de Álvaro Pacheco. A dependerem de si mesmos, a verdade é que as últimas quatro jornadas, embora fundamentais, serão duras: após a receção ao FC Porto, ficam a faltar as visitas a Moreira de Cónegos e Braga, bem como defrontar o Famalicão, no Estádio José Gomes.

Manuel Brito Henriques · 4 min de leitura
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Opinião

Entre o medo de cair e de não a levantar | Estrela da Amadora x Sporting

O Estrela da Amadora recebe o Sporting no seu reduto, depois de, na jornada anterior, ter saído derrotado pelo CD Nacional, por 2-0, no Estádio da Madeira. Os tricolores, antes dessa partida, tinham somado uma vitória volumosa e importante diante do Casa Pia, por 4-0. Com apenas mais três pontos do que os adversários referidos – ainda que a turma de Álvaro Pacheco tenha um jogo em atraso -, os estrelistas entram nesta fase cirúrgica da época com os nervos à flor da pele e em busca de pontos em todas as partidas que terão pela frente. A luta pela manutenção será dura. Para a formação da Amadora ainda mais: após defrontar o Sporting, ficará com cinco partidas por disputar, três delas contra equipas do top-5 da Primeira Liga – FC Porto, Famalicão e Braga. Como tal, todos os desafios serão verdadeiras finais.

Manuel Brito Henriques · 6 min de leitura
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FC Porto

O reencontro | FC Porto x Nottingham Forest

Na ressaca do empate ao cair do pano frente ao Famalicão para a Primeira Liga, num jogo que reacendeu a esperança leonina no tricampeonato e fez Farioli recordar fantasmas do passado, o FC Porto recebe o Nottingham Forest. Portugueses e ingleses voltam a encontrar-se, desta feita numa fase adiantada da prova, depois de, na terceira jornada da fase regular da Europa League, os portistas terem saído derrotados pelos reds, no City Ground, por 2-0. Face ao encontro de 25 de outubro, há, desde logo, uma novidade que salta à vista: Sean Dyche, que se estreou ao serviço do Forest precisamente frente aos dragões, já não é o timoneiro dos britânicos. Curiosamente, o técnico que agora lidera a equipa de Nottingham é Vítor Pereira, que foi adjunto de André Villas-Boas no FC Porto e treinador principal dos dragões entre 2011/12 e 2012/13. Contudo, é na condição de visitado que o treinador português regressa ao Estádio do Dragão, no melhor momento desde que iniciou esta nova aventura: duas vitórias consecutivas, diante de Midtjyland, na última ronda da Europa League, e Tottenham, em jogo importantíssimo na luta pela manutenção na Premier League.

Manuel Brito Henriques · 5 min de leitura
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Seleção Nacional

A última dança | Estados Unidos x Portugal

Depois de um jogo enfadonho frente ao México, que terminou com um empate sem golos, Portugal visita na madrugada desta quarta-feira os Estados Unidos da América, na última partida lusa desta data FIFA e antes do Mundial 2026. O desafio terá início às 00h07 - 19h07 locais – e será disputado no Estádio Mercedes-Benz, em Atlanta. O processo de jogo a que tantas vezes Roberto Martínez faz alusão está longe de estar bem oleado. Por esse motivo, apesar de não constarem alguns jogadores que são vistos pelo técnico de nacionalidade espanhola como habituais titulares, o jogo frente à seleção comandada por Mauricio Pochettino tem, de um ponto de vista motivacional, emocional e, até mesmo, tático, uma importância acrescida. Ainda que o México e os Estados Unidos não sejam seleções com pouca qualidade individual, Portugal é fortemente considerado o grande favorito quando em comparação com esses dois países. Atualmente, a qualidade individual dos nossos jogadores – não aproveitada de um ponto de vista coletivo – faz com que a seleção das quinas tenha de ser encarada como uma das principais candidatas a vencer o Mundial 2026. Contudo, para que a teoria seja posta em prática, é imperativo que, nesta última partida, a equipa se apresente a um nível bem diferente do demonstrado na madrugada de domingo.

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Opinião

Entre o título e a Europa | Braga x FC Porto

A equipa de Carlos Vicens parte motivada para o jogo frente ao FC Porto, atual líder do campeonato. Na passada quarta-feira, uma exibição de gala permitiu ao Braga virar a eliminatória frente ao Ferencváros, na Europa League, de um 2-0 para 4-2, carimbando a passagem aos quartos de final da competição. Embora o contexto competitivo agora seja outro, um resultado positivo frente aos dragões permitirá ao Braga dar um passo muito importante na confirmação do quarto lugar. Antes do início da jornada, os minhotos tinham já uma vantagem de quatro pontos para o quinto e sexto classificados – Gil Vicente e Famalicão, respetivamente -, mesmo que com menos um jogo realizado. Recorde-se que, à semelhança do Sporting, os gverreiros haviam pedido adiamento da partida frente ao Casa Pia, que estava prevista acontecer no fim-de-semana passado, para dia 23 de abril. Depois de, na última jornada disputada, ter tirado pontos ao Sporting, o Braga, com toda a certeza, procurará voltar a fazer do seu reduto uma fortaleza. Repetir a façanha da última temporada, onde acabou por vencer o FC Porto com golo solitário de Ricardo Horta, e vingar o jogo da primeira volta é tudo o que o atual quarto classificado da Primeira Liga vai procurar fazer num encontro que, para além de regional, é já um clássico nacional.

Manuel Brito Henriques · 4 min de leitura
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Opinião

Uma convocatória insossa | Portugal

Às 12h30 desta sexta-feira, Roberto Martínez, selecionador nacional, deu a conhecer os convocados para a última data FIFA antes do Mundial 2026. Sem poder contar com os habituais selecionados Cristiano Ronaldo, Rúben Dias, Bernardo Silva, João Palhinha e, até mesmo, Nélson Semedo, o técnico de nacionalidade espanhola promoveu a estreia de Mateus Fernandes na convocatória da seleção principal e o regresso de Tomás Araújo, Rodrigo Mora, Ricardo Horta e Gonçalo Guedes. As partidas frente a México e Estados Unidos, disputadas no Estádio Azteca – na Cidade do México – e no Estádio Mercedes-Benz – em Atlanta -, para além de constituírem um papel importante na consolidação de uma ideia de jogo, têm o intuito de adaptar a equipa às condições climáticas e atmosféricas da América do Norte, bem como a caraterísticas técnicas, táticas e físicas apresentadas por países fora do continente europeu. Assim, tendo em conta esse objetivo do selecionador nacional em adaptar os jogadores à realidade que será vivida durante o Campeonato do Mundo, citando o próprio, será “muito difícil poder entrar” qualquer jogador que ainda não tenha estado nos trabalhos da seleção.

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Sporting

São os Heróis de…26 | Sporting 5-0 Bodo/Glimt

Cerca de uma semana depois de os jogadores e adeptos do Sporting terem abandonado o gelo norueguês cabisbaixos e incrédulos com a exibição protagonizada pela equipa, as bancadas de Alvalade uniram-se e cantaram em uníssono. Os atletas entraram em campo determinados a fazer daqueles 90 minutos um tempo infindável para o adversário e recompensar a audiência. Com o 3-0 registado no fim do tempo regulamentar, após golos de Gonçalo Inácio, Pedro Gonçalves e Luis Suárez, e consequente empate na eliminatória, já ninguém concebia a hipótese de um final anticlimático. Como tal, Maxi Araújo e, mais tarde, Rafael Nel carimbaram, já no prolongamento, a passagem dos leões aos quartos de final da Champions League, pela segunda vez na história do clube, a primeira desde a temporada 1982/1983. A determinação do Sporting na entrada para este segundo encontro é parte fundamental na passagem à próxima fase da prova milionária. A entreajuda que tantas vezes faltou em Bodo, refletida numa reação à perda imediata e intensa, bem como em transições defensivas estonteantes, foi o principal ingrediente na exibição categórica do conjunto de Rui Borges. Porém, as perspetivas tática e estratégica não podem ser, em momento algum, ignoradas. O treinador mirandelense aprendeu com os erros: adaptou as referências de marcação, pelo que Berg deixou de ter espaço – Trincão parou de ter a responsabilidade de o marcar e Morita encarregou-se de o fazer – e Evjen foi vigiado por Maxi ou Inácio, não havendo inferioridade leonina no meio-campo. Ofensivamente, Borges instruiu os jogadores a variarem os corredores de ataque.

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Liga 3

Uma dura luta pela subida | Belenenses 3-2 Varzim

Chegada a fase de Apuramento de Campeão, que valerá a três de oito clubes o regresso às ligas profissionais, Belenenses e Varzim partiram para este desafio com a certeza de que qualquer resultado que não a vitória poderia constituir um obstáculo cada vez maior ao sonho da subida à Segunda Liga. Dessa forma, uma e outra equipa, ao longo de mais de 90 minutos, procuraram transcender-se, tanto numa perspetiva tática como técnica, para conquistar os três pontos da sexta jornada da fase de Apuramento de Campeão da Liga 3. O 3-2 a favor dos azuis do Restelo, conseguido nos instantes finais do encontro, refletiu a qualidade do espetáculo, a ânsia de vencer a partida e, sobretudo, a grande imagem de marca deste campeonato: o equilíbrio. Belenenses e Varzim ocupam agora a segunda e sexta posições, à condição, com 11 e seis pontos, respetivamente. A criação da Liga 3, na época 2021/2022, é amplamente reconhecida como uma das melhores iniciativas da Federação Portuguesa de Futebol nos últimos anos. Muitos emblemas, outrora caídos no esquecimento, ressurgiram no espaço mediático. Mais do que isso, através da cobertura de diferentes órgãos de comunicação social – em especial, do Canal 11-, o apoio ao clube do bairro, da aldeia ou da vila voltou a ganhar preponderância. Num mundo cada vez mais dominado por agentes desportivos que o utilizam como ferramenta política e económica, a Liga 3, sob o mote “Puro Futebol”, assume um papel que o futebol, na sua génese, deve ter, enquanto promotor de uma identidade regional e unificadora, do espetáculo e do entretenimento. Porém, até mesmo de um ponto de vista mais estratégico e tático, pela homogeneidade qualitativa dos vários intervenientes, os corpos técnicos têm de se transcender. Neste campeonato, todos os detalhes contam. Por esse motivo, os jogadores têm de jogar no limite e exponenciar qualidade técnicas e criativas.

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Estrela da Amadora

Uma estrela reinventada | Estrela da Amadora 2-2 Gil Vicente

Pouco antes do Clássico que marcou a jornada 25 da Primeira Liga, o Estrela da Amadora e o Gil Vicente abriam o apetite para uma tarde de futebol muito agradável. Para além dos 500 adeptos que vieram de Barcelos para demonstrar o apoio à equipa de César Peixoto – numa iniciativa que deve ser enaltecida e congratulada, já que o clube garantiu transporte e bilhete gratuito aos seus associados – e de mais de três mil adeptos estrelistas que pintavam grande parte da bancada de vermelho, branco e verde, o embate entre estes dois emblemas garantiu emoção do início ao fim do jogo. Murilo de Souza abriu o placar nos primeiros 15 minutos, através da marca dos 11 metros. No segundo tempo, entre os 54 e os 66 minutos, os amadorenses consumavam a reviravolta, depois de Jovane Cabral e Abraham Marcus fazerem o gosto ao pé. Contudo, a festa tricolor durou meros instantes porque, através de uma combinação indireta entre Elimbi, Héctor Hernández e Santi García, surgiu o golo do empate. Com o 2-2 registado no marcador final, o Estrela da Amadora acaba a presente jornada na 12ª posição, com 25 pontos – mais três do que o clube que ocupa o lugar de acesso ao playoff de manutenção –, e o Gil Vicente mantém-se no quinto lugar, desta feita com 41 pontos. O duelo no Estádio José Gomes teve duas partes distintas. Com Sydney van Hooijdonk e Leandro Antonetti lesionados, João Nuno foi, uma vez mais, obrigado a adaptar-se ao que o contexto exige. Como tal, o ex-treinador do Belenenses iniciou a partida sem uma referência ofensiva clara. Jovane Cabral funcionou como falso nove, baixando para criar superioridade e, teoricamente, ajudar a ligar a defesa ao ataque ou promover brechas na última linha defensiva – através de arrastamento de um dos centrais - com Stoica a procurar atacar o espaço entre a defensiva gilista e o guarda-redes Lucão.

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