José Boto chama chorões profissionais a clubes brasileiros e Palmeiras de Abel Ferreira responde ironicamente com uma montagem de antigas entrevistas.
José Boto, diretor de futebol do Flamengo, manifestou-se sobre o adiamento do jogo frente ao Fluminense, no qual o mengão saiu vencedor este domingo, pela 11.ª rodada do Brasileirão. O dirigente rebateu críticas recentes sobre o assunto:
«Há muita confusão e ouvi falar muito sobre algo que deveria ser normal. Se há clubes que estamos habituados a ver que são chorões, choram por tudo, são chorões profissionais… Há outros que eu fiquei bastante admirado de falar de algo que não lhes diz respeito. Foi uma viagem difícil assim como foi a do Fluminense. Pelo bem do espetáculo e pela saúde dos jogadores, houve um acordo entre os clubes para realizar o jogo hoje. Tenho a certeza de que o jogo que vamos ver hoje será melhor do que o teríamos visto ontem. Os jogadores têm mais um dia de descanso, e não são só os do Flamengo. Os do Fluminense também. É óbvio que, se o treinador do Fluminense não achasse que seria melhor, e todo o treinador quer dias a mais de treino e para descansar os seus jogadores, ele não teria aceite. É algo que é bom para o espetáculo, é bom para o futebol brasileiro. Fala-se tanto na liga, que deve ser algo para proteger o produto, e ver clubes criticarem uma decisão que protege a saúde dos jogadores e o produto, causa muita confusão adotar este caminho»
O Palmeiras, de Abel Ferreira, respondeu ironicamente com uma montagem de antigas entrevistas do dirigente com a legenda:
«Parabéns pela autocrítica!», escreveu o clube.
Leonardo Jardim, atual treinador do Flamengo, também defendeu o adiamento do clássico em entrevista antes do jogo:
«Sinceramente acho que o tema devia ser que as duas equipas treinaram mais um dia. Com certeza nós tínhamos dois dias e passamos para três, o Fluminense também se beneficiou, jogadores poupados vão voltar. Nós também fizemos uma rotação. Interesse dos dois lados e adiamos. Minha preocupação é que aqueles que defendem o futebol brasileiro falam do adiamento consensual, mas não dos atletas, diminuir lesões e dar melhor espetáculo», confessou o técnico.

