José Fernando Rio: «FC Porto tem de ser melhor defendido nas instituições do futebol português, tem sido muito mal tratado pela Liga e pela Federação»

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José Fernando Rio, antigo candidato à presidência do FC Porto, respondeu a algumas perguntas do Bola na Rede, relacionadas com as eleições dos dragões.

José Fernando Rio, figura importante do Universo FC Porto, respondeu a algumas perguntas do Bola na Rede, relacionadas com as eleições do emblema do Dragão, nas quais assumiu o seu apoio a Pinto da Costa (que enfrentou no ato eleitoral de 2020), um dos candidatos derrotados por André Villas-Boas.

BnR: Esperava uma diferença de votos tão grande entre as listas?

José Fernando Rio: Claro que não! Acho que ninguém esperava… Embora a grande afluência às urnas indicasse uma tendência de melhor votação para a Lista B. A grande diferença de votos que existiu entre candidaturas vai contribuir para a pacificação e união mais rápida e forte entre os adeptos do FC Porto. Temos de ter uma transição suave e digna. Exemplar!

BnR: Conhecemos André Villas-Boas enquanto treinador, mas nunca o vimos como presidente. Qual será a sua postura e discurso?

José Fernando Rio: Acredito num posicionamento agregador para dentro e forte para o exterior. Será um defensor acérrimo dos interesses do clube. O FC Porto tem de ser melhor defendido nas instituições do futebol português. Tem sido muito mal tratado pela Liga e pela Federação: os sócios, adeptos e simpatizantes do Porto sentem essa diferença de tratamento e querem mais equilíbrio e justiça!

BnR: Acredita que Pinto da Costa terá direito a alguma homenagem em breve?

José Fernando Rio: Acredito que o André Villas-Boas vai saber ganhar. Já o mostrou na noite da vitória. A melhor homenagem que podem fazer a Jorge Nuno Pinto da Costa é respeitarem o seu legado. Na minha opinião não se deve mexer no nome do estádio (salvo um naming): é um nome fortíssimo e muito identitário para os portistas. Já a nova Academia pode ter o seu nome, por exemplo. Mas acredito mais numa cerimónia pública, institucional e aberta a todos os adeptos. Pinto da Costa merece receber o apoio e carinho de todos!

BnR: Prevê que existam alterações no plantel e no nome do treinador, nomeadamente pela chegada de Andoni Zubizarreta para o cargo de diretor desportivo?

José Fernando Rio: Não tenho expectativas em relação a Zubizarreta. Espero que me faça sentir que foi uma boa aposta da nova direcção. Uma aposta que traga mais valias para o FC Porto. É natural que existam alterações no plantel. Há lacunas evidentes em vários sectores, há jogadores que podem não ter correspondido às expectativas iniciais e há, seguramente, novas apostas em carteira. Houve muito tempo para preparar este último tipo de alterações. Em relação ao treinador, eu gostava muito que o Sérgio Conceição continuasse, pelo menos mais uma época. Mas não vejo que isso seja fácil. Há clivagens públicas entre elementos da nova estrutura e o actual treinador, e é natural que tenham outras ideias em relação a esse lugar. Aguardemos com serenidade, porque ainda há uma Taça para vencer e um lugar no campeonato para preservar!

BnR: Nuno Lobo já afirmou que se vai candidatar em 2028. É descabido acreditar que José Fernando Rio irá fazer o mesmo, ou é algo a pensar?

José Fernando Rio: Estou, sempre estive e estarei disponível para servir o FC Porto! Mas acredito que o tempo de candidaturas já passou. Há quatro anos era urgente mostrar que o clube não estava no bom caminho e que eram necessárias mudanças para preservar a grandeza e o futuro do FC Porto. Nestas eleições, essas mudanças, de projecto e de equipas, estavam asseguradas pelas duas principais candidaturas, por isso não avancei. Julgo que já servi bem os interesses do clube. Agora é o tempo de Villas-Boas. A dimensão da vitória dá-lhe tempo e espaço para introduzir as alterações que pretende e para ver se elas efectivamente resultam. Mas nunca esquecendo a exigência dos sócios do FC Porto!

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Ricardo João Lopes
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O Ricardo João Lopes realizou a sua formação na área da História, mas é um apaixonado pelo desporto (especialmente pelo futebol) desde criança, procurando estar sempre a par da atualidade.

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