José Mourinho projetou o duelo frente ao Málaga, elogiou a ligação entre Vinícius e Mbappé e criticou a política na atribuição da Bola de Ouro.
O treinador do Real Madrid, José Mourinho, fez a antevisão ao duelo da terceira jornada da LaLiga frente ao Málaga e abordou os temas mais quentes da atualidade merengue, recorrendo a declarações fortes sobre a gestão do plantel e os prémios individuais.
Na abordagem à Bola de Ouro, o técnico português criticou abertamente os critérios de atribuição e os bastidores do prémio:
«A nível individual é muito bonito. Poucos o ganham. Temos três ou quatro desse nível. Deve ser alguém de quem se sente falta quando deixa de jogar: Maradona, Ronaldinho, Ronaldo, Cristiano, Messi, Matthäus… Não se pode dar a Bola de Ouro por ganhar a Champions ou o Mundial. (…) Mas se entra a política, já gosto menos. Não está no PSG ou na seleção espanhola. É outro».
Olhando para o relvado, Mourinho confirmou a titularidade de Marc Cucurella e fez uma atualização sobre o estado físico e a rotatividade do grupo:
«Estamos bem fisicamente. Há jogadores com pré-temporadas diferentes. Mas temos um plantel forte. O Cucurella será titular. Se lhe faltar gasolina, temos o Álvaro».
O técnico revelou ainda que Endrick é o atleta que está mais perto de regressar à competição, mas pediu cautela com a gestão de outros ativos:
«O Endrick está perto de voltar, é o que está mais perto. Pode chegar ao jogo com o Betis, mas não me arrisco a garanti-lo. Com o Tchouaméni temos de controlar as emoções de querer jogar. Não quero que entre e saia. Prefiro esperar».
Mourinho desvalorizou também qualquer foco de ego individual, elogiando a forte sintonia e a cumplicidade entre Vinícius Júnior e Kylian Mbappé:
«A chave é a qualidade. Depois está a empatia entre as pessoas, e ela é muito grande entre eles. Não se trata de dois mais nove, trata-se de onze. De equipa. Assim seremos melhores. Não poderia estar mais contente».
Por fim, o timoneiro português abordou o trabalho de transição com os jovens da formação e destacou o médio Thiago Pitarch, elogiando o percurso sob a orientação de Álvaro Arbeloa:
«Quero dizer que o trabalho do Arbeloa lá em baixo foi fantástico. Lá em cima é outra música. Gosto de todos os rapazes que sobem. O Thiago agrada-me muito. É da primeira equipa. Tem de meter músculo ali. Como outros».
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