José Mourinho analisou o desfecho do Juventus x Benfica. Águias enfrentaram bianconeri na sétima jornada da Champions League.
José Mourinho já reagiu à derrota do Benfica contra a Juventus, numa partida a contar para a sétima jornada da Champions League. No final do encontro, o técnico das águias começou por dizer o seguinte:
«No futebol ganha quem marca. Há mil exemplos de equipas que fazem pouco para ganhar e ganham. Fizemos muito para ganhar, com as nossas limitações fazemos um jogo forte. Nos últimos 20 metros, é preciso ser objetivo e partir a baliza, atacá-la com tudo. Tivemos algumas grandes oportunidades e outras que considero meia oportunidade, numa zona de finalização e a última decisão…. Tivemos tantas. No início da segunda parte, essas ocasiões acumularam. Comentava com os meus companheiros de banco que se estava a pôr a jeito para comermos um golo. O banco deles é poderoso e é rápido, para transições ajuda muito com Chico, Openda, Kostic, gente com intensidade. Temos um banco diferente, mas os jogadores foram fantásticos. Se o penálti entra, mas já estamos outra vez no se. Críticas ao Pavlidis são -1. Trabalha incrivelmente para a equipa, não tem problema por escorregar. O Benfica fez para muito mais, mas perdemos pelo pragmatismo do resultado».
«Sem dúvida que há jogadores que crescem. Por isso é que estão a jogar. A equipa está a jogar bem, mas há dores de crescimento. O McKennie apareceu uma vez na frente do guarda-redes e fez golo. Temos jogadores a crescer, mas a este nível é mais complicado. São precisos jogadores de corpo inteiro, feitos, com estaleca. Mas dar a cara, assumir o jogo. Tivemos muito controlo do jogo, a Juventus esteve em dificuldade, mas é difícil contra uma equipa italiana que se mete a ganhar. O Barreiro e o Aursnes fazem 90 minutos todos os jogos e fizeram uma força extraordinária. Falo destes dois, podia falar de mais».
«Contas? Olho de dois modos diferentes. Enquanto não nos disserem matematicamente que nove pontos não chegam, acreditamos que podem chegar. A segunda vertente, enquanto clube e que desenvolvemos até aos limites, é que não são os objetivos que definem a motivação e profissionalismo. Vamos com tudo até ao fim. Os jogadores podem ter tido jogos de sair de cabeça baixa, com os adeptos a exigir mais, neste caso no Porto e hoje, em termos de jogo, entrega, coragem e qualidade, têm de sair daqui valorizados com a experiência. Têm de transformar a tristeza em motivação com base na confiança. Até aos últimos 15 metros fomos competentes e corajosos, depois temos de partir a baliza».

