José Mourinho concedeu entrevista mais pessoal. Fica com várias das respostas do treinador português do Benfica.
José Mourinho deu uma entrevista à revista Sport Week, na qual falou sobre vários temas. Entre eles, o técnico português, que marcou presença numa iniciativa publicitária em Itália, foi desafiado a descrever-se como pessoa e recordou dia em que nasceu:
«Se tivesse de me contar como homem, começaria por um episódio do qual, obviamente, não me lembro. Nasci em casa e, nesse dia, o meu pai, que era futebolista, tinha um jogo. No momento do parto, ele regressou com todos os colegas de equipa, viu-me e depois foi jogar. Quem sabe, talvez seja por isso que decidi ser treinador».
José Mourinho falou sobre o início do percurso como treinador:
«Quando o meu chefe decidiu deixar o clube para dirigir a seleção holandesa [Van Gaal], tive de decidir se procurava outro chefe ou se arriscava, entre aspas, assumir uma equipa. Decidi que era o momento de arriscar».
Qual foi a decisão mais difícil da carreira de José Mourinho?
«Deixar o Inter. Tinha acabado de vencer a Champions, depois do campeonato e da Taça de Itália na mesma época, e tinha sido muito duro. E porque depois fui para o Real Madrid».
José Mourinho falou sobre o Inter Milão e destacou Lautaro Martínez:
«Gosto de muitos jogadores deste Inter, mas nenhum teria jogado na equipa do Triplete. Amo o Lautaro, mas amo o Milito três vezes mais porque estou a falar de um dos homens do Triplete. O Milito foi um dos que mais me deu».
E qual o jogo que gostaria de repetir?
«Fomos eliminados por um golo-não-golo de Luis Garcia [meia-final da Champions de 2005, pelo Chelsea, frente ao Liverpool], com a bola a não entrar. Se houvesse a Tecnologia da Linha de Golo, teríamos vencido e ido à final».
José Mourinho abordou críticas:
«Sou impermeável. O mais importante é saber o que se é, independentemente dos julgamentos alheios».
José Mourinho apontou para Zinedine Zidane quando questionado por elegância no futebol e deixou ainda brincadeira:
«Não gosto do treinador palhacinho, quando o treinador parece acabado de sair da escola, da discoteca ou do bar com os amigos. No relvado? Vem-me logo à mente Zidane. O Marco Materazzi vai zangar-se comigo, mas ver o Zizou jogar era uma beleza».
José Mourinho escolheu Roma como a cidade mais bonita do mundo:
«A coisa mais importante é estar onde estão as pessoas que amo, pode ser até no deserto do Saara. Mas, para mim, a cidade mais bonita do mundo é Roma».
E os locais preferidos em Milão?
«Digo San Siro, porque foi a minha casa e me deu muitas alegrias. Depois, o hotel Principe di Savoia, porque foi onde fiquei quando cheguei para assinar com o Inter, e, por fim, o Duomo, porque é o local da festa após uma vitória».

