José Mourinho saiu em defesa de Kylian Mbappé e destacou o compromisso do avançado francês no Real Madrid.
Em conferência de imprensa de antevisão ao encontro entre Real Madrid e Rayo Vallecano, José Mourinho saiu em defesa de Kylian Mbappé. O treinador português considerou que um avançado com os números do francês nunca pode ser visto como um problema para a equipa:
«Não falo de quem critica. Uso o mesmo provérbio que para o Vini, porque é uma árvore com muitos frutos. Posso comentar as suas declarações e ele tem razão. Um jogador com mais de 40 golos nunca é um problema para a equipa. Quando há empatia, amizade, compromisso e respeito, imaginem só… Depois, há coisas que vejo e valorizo muito enquanto treinador. Há pessoas que não entendem e isso é normal. Há pessoas que não conhecem profundamente o futebol. Outras entendem profundamente o futebol, mas preferem não falar das coisas boas».
José Mourinho destacou ainda o comportamento de Mbappé sem bola:
«Vi uma equipa jogar depois dos 90 minutos, com dez jogadores, e o Mbappé na ala esquerda, à frente do Cucurella, que estava exausto. O Mbappé também estava exausto, mas a defender como um animal, com um treinador muito chato que não parava de gritar e motivar. Valorizo isso de uma forma absolutamente incrível. É uma alegria ver este tipo de comportamento. Há pessoas que sabem tanto de futebol como eu, que também viram isso e não falam. Dizem que não defendemos bem e que poderíamos ter sofrido três ou quatro golos. Mas não dizem que poderíamos ter marcado oito».
O técnico português recordou o jogo com o Inter Milão para a Champions League:
«Há jogos da Champions que são chatos, em que as equipas se receiam, defendem muito, não arriscam, terminam 0-0 e as pessoas vão para casa com um gosto amargo. Às vezes, ganha-se por 1-0 aos 90 minutos e todos ficamos felizes. Neste jogo, eles poderiam ter marcado quatro, sim, mas nós poderíamos ter marcado oito. Porque é que não dizem isso aqueles que entendem tanto de futebol como eu? Não estão felizes porque vencemos? É esse o motivo? Seguimos o nosso caminho. Jogadores, equipa técnica e eu estamos unidos dentro de Valdebebas. Sofremos e perdemos juntos contra o Betis e com a vida. Temos de trabalhar para o Real Madrid. Seguimos com esse compromisso. Vamos fazer tudo o possível para que as pessoas fiquem felizes».

