Leonardo Jardim analisou o triunfo do Flamengo frente ao Cusco na Taça Libertadores e falou sobre a presença de Jorge Jesus no Maracanã.
Na última jornada da Taça Libertadores, o Flamengo recebeu e venceu o Cusco por 3-0, num jogo que contou com Jorge Jesus nas bancadas do Maracanã. Após o encontro, Leonardo Jardim começou por abordar o facto de a campanha do Mengão estar entre as melhores de sempre nesta fase da competição:
«Não sei se posso falar isso. Estatisticamente o que eu recebi foi que a melhor campanha foi em 1984, porque ganhou o grupo e foi melhor geral. A segunda foi em 2022, ganhou e não foi primeiro geral. Se os adversários não ganharem por quatro ou cinco, vamos fazer a melhor campanha e primeiro geral. Talvez a melhor campanha da história do clube».
De seguida, o técnico português analisou a partida e explicou a decisão de mudar completamente o onze inicial:
«Tivemos domínio do jogo e aproveitamos pra dar alguns minutos para jogadores que vão jogar sábado. Vocês sabem o que vai acontecer, temos só 13 atletas e não queria que eles chegassem sem minutagem».
Relativamente à presença de Jorge Jesus, referiu:
«inceramente, vou ser extremamente honesto… O Jorge é uma pessoa das minhas relações (de amizade). Eu sei que ele vem (ao Maracanã) porque ele me avisou. O convidei para almoçar no Ninho (do Urubu). Não vejo fantasmas no futebol, graças a Deus, porque sei o que acontece quando temos êxito. No Mônaco, o único campeão nos últimos 40 anos fui eu e lá acontece a mesma situação. Sou uma pessoa muito desligada desse tipo de estresse. No futebol, temos um contrato. Quando a direção quiser mudar, muda. Não há estresse. O futebol é uma coisa tão simples que não vale criar fantasma. Vivo o dia a dia. Existem coisas que vão acontecer. Não é porque eu penso ou não deixo de pensar que não vão deixar de acontecer. Não é o Jorge ou qualquer outro treinador do futuro. Com a mesma cara que eu entrei eu vou sair. Me sinto muito bem, tranquilo. Essa pergunta tem que ser para quem dirige o clube. Dou meu melhor. Tento sempre procurar os melhores êxitos. Já saí de clube tendo bons resultados, já saí porque queria sair, já saí porque tive maus resultados… Foi no Mônaco em 2018, e o presidente é um dos meus melhores amigos. Isso é mais da mídia. Pessoalmente, isso não me afeta. Teremos oportunidade de conversar um pouco (ele e Jorge)».

