Andrea Pirlo já não vai ser o treinador de Itália. Negócio caiu por um escândalo a envolver o treinador e uma casa de apostas desportivas russa.
O negócio estava fechado, mas caiu e ruiu nas últimas horas. Giovanni Malagò, presidente da Federação Italiana de Futebol, tomou a decisão e Andrea Pirlo não vai assumir a seleção de Itália depois de um escândalo a envolver o treinador e antigo médio do futebol italiano.
«Esta noite percebi que não vou vir a ser o treinador da Seleção Nacional da Itália», referiu Andrea Pirlo, citado pela empresa italiana. Antes desta curta reação, o treinador e antigo médio já havia deixado um longo comunicado, que podes ler na íntegra abaixo.
Recorde-se que tudo começou quando, em 2025, Andrea Pirlo e Marco Materazzi marcaram presença em Moscovo, num evento organizado pela Fonbet, uma empresa de apostas desportivas russa. Esta presença estava inserida numa ação atrelada ao United FC, clube treinado pelo italiano.
Este fator motivou uma série de críticas a Andrea Pirlo e de questionamentos por parte da opinião pública. No seio do escrutínio, também foi descoberta e relevada a ligação dos filhos do treinador e de Paolo Maldini, dirigente da Federação, a empresas de agenciamento e representação de jogadores.
Eis o comunicado de Andrea Pirlo na íntegra:
«Nos últimos dias, tenho acompanhado com grande amargura o debate que se tem desenvolvido em torno do meu nome e da possibilidade de assumir o cargo de treinador principal da seleção italiana.
Por respeito às instituições, à Federação e a todas as pessoas envolvidas, optei até agora por manter o silêncio. No entanto, considero necessário esclarecer alguns pontos.
Ao longo da minha carreira, primeiro como jogador e agora como treinador, sempre desempenhei o meu trabalho em total conformidade com as leis dos países onde trabalhei e com os contratos que assinei.
A colaboração profissional que tem sido objeto da recente controvérsia insere-se no contexto da minha experiência profissional nos Emirados Árabes Unidos e é de natureza exclusivamente comercial e desportiva.
Atribuir um significado político a essa colaboração significa atribuir-me convicções que nunca expressei e que não me pertencem.
Gostaria de agradecer ao Maldini e ao Leonardo pela estima e confiança que me demonstraram. Conheço a sua competência, a sua seriedade e o amor que sempre dedicaram ao futebol italiano.
Lamento que uma escolha puramente desportiva tenha sido tão rapidamente arrastada para um confronto público que acabou por me atribuir significados e intenções que não me pertencem.
O amor pela Itália não depende de um cargo profissional. Faz parte da minha história, da minha identidade, e continuará a acompanhar-me, sempre».

