O Vitória SC venceu o Braga por 2-1 e conquistou a Taça da Liga. Luís Pinto respondeu à questão do Bola na Rede em conferência de imprensa.
Luís Pinto analisou o triunfo do Vitória SC frente ao SC Braga por 2-1, resultado que permitiu ao conjunto de Guimarães conquistar, pela primeira vez, a Taça da Liga. O Bola na Rede esteve presente no Estádio Dr. Magalhães Pessoa, em Leiria, e, no final do encontro, teve a oportunidade de colocar uma questão ao treinador dos vimaranenses.
Lê também a questão colocada a Carlos Vicens, treinador do Braga.
Bola na Rede: Na primeira parte, o Vitória SC sentiu algumas dificuldades, sobretudo porque o Braga conseguiu sair algumas vezes da teia de pressão montada pela sua equipa e encontrou espaço na zona central. Do ponto de vista defensivo, o que é que sentiu que faltou à equipa para não conceder esses espaços? E, olhando para a segunda parte, quão importante foi a entrada de Samu para ligar melhor os setores da equipa e permitir também que Gonçalo Nogueira baixasse no terreno para formar dupla com Beni Mukendi?
Luís Pinto: É muito difícil jogar contra o Braga e, quando digo que é muito difícil, é porque é um jogo do gato e do rato, um jogo de paciência. Eles têm muita qualidade e têm no ADN o ter bola, bola, bola. Havia momentos em que nós olhávamos para a nossa linha defensiva e não tínhamos um jogador do Braga; só tinham um aberto à direita, todos os outros estavam na primeira fase ou na segunda fase de construção, e isso acaba por ser muito difícil de contrariar. E nós não jogamos sozinhos, é preciso dar mérito ao adversário nesse sentido. Depois, há outra parte que aí sim é mais responsabilidade nossa. Nós começámos até bem nesse aspeto: o Gonçalo e o Nelson não estavam a saltar à pressão a todas as bolas, estavam a saltar de uma forma ponderada e equilibrada, e a partir de determinado momento começámos a querer saltar a todas as bolas. Foi a partir daí que o Braga começou a entrar na nossa estrutura e conseguiu, por algumas ocasiões, acelerar, e acelerava só para a nossa linha defensiva, porque nos conseguiam tirar o Beni e o Sousa da zona central.
Na segunda parte, a entrada do Samu deu-nos essa possibilidade de baixar o Gonçalo, porque acaba por ser um jogador com um raio de ação diferente em relação ao Sousa. O Diogo Sousa é um jogador que tem uma primeira fase de construção de muita qualidade, mas, do ponto de vista defensivo, o Gonçalo acaba por ter uma abrangência de espaços maior e conseguia também ter maior capacidade de reter a bola sob pressão. O Samu é um jogador com uma inteligência enorme, consegue jogar muito bem nos espaços entre linhas e deu-nos muito discernimento. Deu-nos a capacidade para, quando o Braga não estava tão confortável no jogo, conseguirmos ‘colocar cérebro’ no nosso jogo, e isso foi muito importante.

