A Federação Portuguesa de Futebol convidou Marcelo Rebelo de Sousa para ser consultor no Mundial 2030, mas o Presidente da República rejeitou o convite.
Marcelo Rebelo de Sousa rejeitou o convite da Federação Portuguesa de Futebol para ser consultor no Mundial 2030. O pedido foi feito pelo próprio Pedro Proença, cujo plano inicial, em conjunto com a RFEF (Federação Espanhola), contaria com o atual Presidente da República e ainda com o antigo Primeiro-Ministro António Costa, o Primeiro-Ministro Pedro Sánchez, e o Rei de Espanha, Filipe VI.
Uma fonte de Belém revela a razão para a escolha destas personalidades para cargos de consultoria:
«António Costa é presidente do Conselho Europeu, o primeiro-ministro espanhol está em funções, o rei é rei, por isso ninguém vai poder ocupar essa função».
Esta decisão foi criticada por João Gabriel, antigo dirigente do Benfica e acessor de Jorge Sampaio durante a sua Presidência:
«Falta pouco mais de um mês para Marcelo Rebelo de Sousa deixar Belém. Dez anos depois sai de Belém sem perceber a natureza do cargo que ocupou! (Mário) Soares e (Jorge) Sampaio, apesar de um ser agnóstico e outro ateu, sempre compreenderam o peso histórico, cultural e social da Igreja Católica em Portugal e trataram-na com o respeito institucional que lhe é devido».
Para além disso, acusou Marcelo Rebelo de Sousa de ser «incapaz de aceitar o recato que naturalmente sucede ao exercício de um cargo de Estado», e também de «prolongar a sua presença no espaço público através de uma das poucas instituições que garante visibilidade permanente: o futebol».

