Mário Semedo planeia o futuro desportivo de Cabo Verde e da seleção feminina após disputar o Mundial de 2026.
O presidente da Federação Cabo-verdiana de Futebol, Mário Semedo, aborda o futuro da seleção após o Mundial 2026. A agência Lusa avança a entrevista ao dirigente sobre a ausência no Campeonato Africano das Nações de 2026:
«O objetivo é esse, estar sempre. Falhámos agora o CAN 2026, quando ninguém estava à espera».
A equipa empatou a 0 com a Espanha e a 2 com o Uruguai, perdendo por 3-2 perante a Argentina nos 16 avos de final. O impacto da equipa traz a seguinte realidade:
«Cabo Verde passa a ser mais visado pelo que conseguiu no Mundial, pela divulgação que teve. Todos agora querem também bater Cabo Verde».
O vínculo com o selecionador Pedro Brito ‘Bubista’ sofreu uma renovação antes da prova internacional. O recrutamento de atletas nos jogos de março na Nova Zelândia traz a seguinte perspetiva:
«Temos muitos bons jogadores que estarão na lista de espera e que agora, certamente, vão ter oportunidades».
A verba conquistada na competição servirá para investir no desporto interno e na formação. As obrigações financeiras justificam o seguinte esclarecimento sobre os pagamentos da FIFA:
«As pessoas pensam que é só anunciar e já está nas contas da Federação. Não é verdade: recebemos milhões, mas temos milhões de despesas».
As contas fecham até ao final do ano civil com um plano claro:
«É importante que se defina uma lei-quadro das escolas de futebol, da formação».
O desenvolvimento institucional conta com contactos com a Federação Portuguesa de Futebol, o Senegal e a Costa do Marfim, num percurso acompanhado pelo Presidente da República, José Maria Neves. A seleção feminina orientada pela treinadora Silvéria Nédio prepara a primeira participação no Campeonato Africano das Nações a partir de 26 de julho em Marrocos.

