Nélson Oliveira foi afastado dos trabalhos do Vitória SC e emitiu um comunicado a explicar a sua versão dos factos.
Nélson Oliveira emitiu um comunicado a justificar o seu afastamento dos trabalhos no Vitória SC. O avançado revelou que somente tratou de defender um dos seus colegas, algo que considera como uma obrigação:
«Fui afastado das atividades da equipa por ter defendido um colega numa situação que considerei profundamente injusta. Fi-lo olhos nos olhos e assumindo o que disse, como um dos capitães de equipa. Sinto-me tranquilo porque sei que fui verdadeiro».
O internacional português garante que não se trata de um tema de motivos disciplinares, algo que a instituição defende:
«Seria mais fácil olhar para o meu umbigo e ficar calado, se calhar não teria esta consequência, mas as equipas não se fazem de individualismos, fazem-se de quem coloca o grupo acima de tudo. Dói-me ler que o meu afastamento é justificado por “motivos disciplinares” quando a minha única falha foi não aceitar uma injustiça. E dói-me ainda mais quando, antes disto, lançaram uma notícia a dizer que a minha ausência era justificada com uma lesão que nunca existiu».
Nélson Oliveira assumiu que tem orgulho no seu percurso nos vimaranenses e agradeceu as mensagens de apoio:
«O meu percurso no Vitória fala por si. Nestes dois anos e meio dei tudo por esta camisola. Tenho um orgulho do que conquistamos juntos, da alegria do recorde de pontos na liga, do sonho europeu da época passada e do troféu histórico que conquistamos este ano contra o eterno rival. Porque, acima de qualquer estatística, está a minha ligação a este clube e a esta cidade e quero é o Vitória a ganhar! A minha filha é vitoriana e o amor que sinto pelo Vitória não se apaga por causa destas injustiças. Estou de consciência tranquila e de cabeça erguida. Quem faz o que está certo e defende os seus não tem que ter remorsos. O silêncio pode ser confortável, mas a minha integridade vale muito mais. Obrigado por todas as mensagens de apoio que já recebi. O Vitória é grande pela sua gente, e é a vocês que eu devia esta verdade».
