Patrick Morais de Carvalho pede eleições no Belenenses. O presidente assume a culpa pela falhada subida à Segunda Liga.
Patrick Morais de Carvalho abordou a falhada subida do Belenenses à Segunda Liga em declarações prestadas no canal oficial do clube. O presidente da instituição justificou o pedido de eleições através das seguintes palavras:
«Assumo integralmente a responsabilidade por não termos conseguido a subida de divisão. Não divido essa responsabilidade com ninguém e não procuro desculpas. Agradeço aos sócios e adeptos que andaram por todo o lado a acompanhar a nossa equipa. Mereciam a alegria da subida. Tínhamos um objetivo claro: sermos campeões da Liga 3 e subirmos à Liga 2. Quando não se atinge o objetivo definido tem de haver consequência. A consequência é ouvir os sócios».
O dirigente desportivo esclareceu o seu plano de ação imediato com a seguinte garantia:
«Falei com o presidente da Assembleia Geral e pedi-lhe que, respeitando os estatutos, procure convocar eleições para a data mais próxima possível. Não se trata de um pedido de demissão. Não seria positivo, o Belenenses não vive um período de instabilidade. Trata-se de reconhecer que os sócios devem ter oportunidade de se pronunciar».
Sobre a sua possível recandidatura, o líder revelou a seguinte perspetiva:
«Ao dia de hoje não estão reunidas as condições para tomar ou anunciar uma decisão. O estado de espírito não é o melhor, a desilusão foi muito grande. Há uma sensação de se ter trabalhado muito esta época e não termos conseguido os frutos que queríamos. Tenho conseguido levantar-me rápido nos momentos difíceis, sempre dei provas de ser um lutador no Belenenses. Desta vez está mais difícil. Falhámos um objetivo que era muito importante. Tenho o direito de ser ou não candidato».
O responsável máximo projetou ainda o futuro financeiro e estrutural da entidade com a seguinte reflexão:
«O Belenenses tem de se preparar para uma nova etapa da sua história. Quer na Liga 3 ou na Liga 2, as receitas ordinárias de uma sociedade desportiva estão longe para conseguir competir com o mínimo de capacidade».
Para solucionar esta limitação desportiva, o presidente apontou o seguinte caminho:
«Chegou o momento de entrarmos numa nova fase da nossa história. A próxima direção deve ter uma solução que permita a transformação da SDUQ numa SAD, integralmente controlada pelo clube, mas procurando um parceiro credível e estratégico, que aceite uma participação minoritária na nossa sociedade que nunca possa ser transformada numa posição maioritária com aumentos de capital. Um acionista, não para retirar poder ao Belenenses, mas para lhe dar uma capacidade de competir».

