Patrick Schick anunciou o fim da carreira internacional na sequência da eliminação da Seleção da Chéquia do Mundial 2026.
A eliminação da Chéquia na fase de grupos do Mundial 2026 trouxe consigo uma despedida de peso. Patrick Schick anunciou que não voltará a representar a seleção nacional e encerra um percurso que o coloca entre os maiores goleadores da história do país.
A decisão foi comunicada após a derrota por 3-0 frente ao México, resultado que confirmou o último lugar dos checos no Grupo A. Aos 30 anos, o avançado garantiu que a escolha não foi tomada de forma impulsiva. Na mensagem de despedida, o avançado mostrou orgulho pelo percurso realizado, mas deixou também um alerta para o estado do futebol checo.
Com 26 golos, Patrick Schick termina a carreira internacional no quarto lugar da lista de melhores marcadores da história da seleção, atrás apenas de Jan Koller (55), Milan Baros (41) e Vladimir Smicer (27).
Eis a mensagem de Patrick Schick na íntegra:
«Hoje encerra-se o meu capítulo na seleção nacional. Esta decisão não foi impulsiva nem surgiu de um dia para o outro. É uma ideia que carrego comigo há algum tempo e sobre a qual refleti profundamente. Foi uma caminhada cheia de emoções, alegrias, desilusões, vitórias e momentos difíceis. Procurei sempre dar o máximo pela seleção e representar o nosso país da melhor forma possível. Saio orgulhoso daquilo que consegui alcançar com a camisola da seleção. Mas também com a sensação de que o futebol checo tem MUITO, MUITO mais para oferecer do que aquilo que tem demonstrado nos últimos anos. É necessário encarar a realidade e mudar várias coisas que não têm funcionado a longo prazo. Não digo isto por raiva ou desilusão. Digo-o porque me preocupo com o futebol checo. Obrigado a todos os adeptos, companheiros de equipa e a todas as pessoas que me apoiaram ao longo deste percurso. Foi uma honra vestir a camisola da Chéquia».

