Paulo Bento recordou a sua passagem pela Seleção Nacional, abordou a relação com Cristiano Ronaldo e sublinhou a importância das hierarquias.
Paulo Bento recuou ao período em que treinou a Seleção Nacional e falou da relação com Cristiano Ronaldo. Em entrevista ao podcast Hora Bolas, da Antena 1, o antigo selecionador admitiu que o vínculo entre ambos alterou-se ao longo dos quatro anos em que trabalhou com o capitão português.
«Se me perguntassem se a relação era a mesma do início, não era. Se para manter uma relação tenho de abdicar de princípios, não. Não tem a ver com teimosia, tem a ver com convicção. Pagam aos treinadores para tomar decisões. Se deixamos que outros tomem decisões por nós estamos a ser desonestos com quem nos paga, estamos a ser pagos para tomar decisões e não tomamos», referiu.
Paulo Bento defendeu ainda a importância da autoridade no balneário e da definição clara de papéis:
«As hierarquias devem existir e ser respeitadas. Enquanto jogador nunca fui perguntar a nenhum treinador porque é que eu não jogava. Mas isso não impede que me venham perguntar e que tente explicar. Há coisas que têm fronteiras e os dirigentes não devem ter medo de ter as hierarquias bem definidas. Os jogadores têm de saber quem tem o poder no balneário e a partir do momento em que não sabem, as coisas estão acabadas ou perto de acabar», realçou.
Por Portugal, entre 2010 e 2014, Paulo Bento orientou 47 jogos, venceu 26 e perdeu nove.

