Pedro Proença e o objetivo de Portugal para o Mundial 2026: «É para ser campeão do mundo»

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O Bola na Rede está presente no Portugal Football Summit. Pedro Proença falou sobre alguns temas da atualidade desportiva nacional.

Pedro Proença, presidente da FPF, foi o último orador no Portugal Football Summit. O ex-presidente da Liga Portugal começou por comentar as declarações de vários presidentes de clubes portugueses presentes no evento:

«Enquanto presidente da FPF, vou respeitar os 29 sócios ordinários que se autoregulam. Há no movimento associativo associações de classe e Liga. Ao presidente da FPF cabe-lhe o caminho de definir linhas vermelhas. Autoregulação é algo que espero que todas as entidades criem, convergência e discussão. Seremos muitíssimo respeitadores desse espaço. Ontem, o presidente da Liga, a quem desejo as maiores felicidades e tenho a certeza que vai conseguir criar convergência e tranquilize os players, a autoregulação será respeitada. Regulamentos, cimeiras serão respeitadas. Sempre que haja necessidade de intervenção do presidente da FPF, estarei disponível. Tenho uma excelente relação com todos os presidentes do futebol profissional, mas respeito a independência de cada uma no espaço de discussão. As linhas vermelhas serão definidas por mim e quando considerar que tenho de intervir, assim farei. Ate lá, esperar que organizações encontrem os seus caminhos».

O presidente da FPF destacou também o objetivo principal de Portugal para o Mundial 2026:

 «É para ser campeão do mundo. Quem tem esta estrutura altamente profissional, a estrutura que acompanha a Seleção de mais alto nível, quem tem o melhor jogador do mundo, tem de ambicionar ser campeão do mundo. Não podemos ter receio. Em 2004 vi o que fizemos. Ontem esteve aqui Gilberto Madaíl, antigo presidente, o trabalho iniciou-se há muitos anos. Temos de dizer isto: em 2026 queremos ser campeões do mundo».

Pedro Proença explicou alguns dos motivos que permitem colocar o futebol português num patamar superior:

«Prefiro convergência do que unanimidade. É um quadro que nos une. Na Liga, nas cimeiras, dizia aos clubes que éramos parceiros de negócio e 90’ em que éramos adversários. O que conseguimos na Liga e se projetou para a FPF, convergência de interesses dos clubes profissionais, associações de classe. 75% do caderno eleitoral votou num projeto e não numa pessoa. Essa convergência é o maior legado que retiramos da Liga. Cimeiras difíceis, quadros legais complexos, mas convergência face a um bem comum coletivo, projetor competições profissionais, ultrapassando dificuldades como o Covid. Mudança de quadros competitivos, Taça da Liga agora é ovacionada e oferece o campeão de inverno. Quando chegámos à Liga, interessava projetar o presente e futuro. Agora na FPF também, somos privilegiados. Isto é com sete meses, quatro títulos internacionais, mas postura positiva e vencedora para o que queremos. Não basta dizer que temos os melhores jogadores, árbitros e dirigentes do mundo se não assumirmos que queremos ganhar. Onde a Seleção entra tem de ser para ganhar. Afirmação da autoestima dos portugueses em prol do que o PR dizia, ambição de sermos portugueses e, onde estamos, ser para ganhar. É a nova mudança na FPF».

Por fim, Proença comentou a centralização dos direitos televisivos, tema muito debatido durante o evento:

«Conheço muito bem e acredito muito nesse processo. O presidente da Liga herdou diploma legal de 2021, com dois deadlines fundamentais. 2026 e 2028. Na Liga foi criar condições para os diplomas serem cumpridos. Tínhamos noção que eram sete anos, tempo imenso que necessitava de convergência e discussão. Houve vários momentos, criámos Liga, centralização, algo empresarial, replicámos boas práticas internacionais. Com o grande objetivo de colocar propriedades comerciais nos clubes. Foi um processo work in progress, 2026 e 2028 eram prazos fundamentais. Temos plena noção que é o mercado que irá ditar o resultado final sobre o diploma. FPF delegou à Liga esta responsabilidade, mas terá papel muitíssimo importante no documento final e de articulação. Acompanharemos, como sempre. FPF trata os seus 29 sócios ordinários da mesma forma e acompanha com entusiasmo este processo».

O Bola na Rede está na Cidade do Futebol para acompanhar o Portugal Football Summit. Acompanha tudo sobre o evento.

Rodrigo Lima
Rodrigo Limahttp://www.bolanarede.pt
Rodrigo é licenciado em Ciências da Comunicação e está a frequentar o mestrado em Gestão do Desporto. Trabalha na área do jornalismo desportivo, com particular interesse pela análise de futebol.

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