Pep Guardiola projetou o encontro entre Manchester City e Arsenal, referente à 33.ª jornada da Premier League.
O Manchester City recebe o Arsenal num encontro decisivo para as contas do título da Premier League. Pep Guardiola esteve na sala de imprensa para fazer a antevisão da partida e começou por destacar a importância do duelo:
«Sim, obviamente. Se perdermos está tudo acabado. Quanto aos outros dois resultados, sabendo que o Arsenal não venceu o Bournemouth, ainda temos jogos por disputar. Seis jogos são muitos, especialmente no nosso calendário. Fora de casa contra o Everton, fora de casa contra o Bournemouth, o último jogo em casa contra o Aston Villa. Crystal Palace e Brentford. Ainda há muito por fazer».
O técnico espanhol deixou ainda elogios a Mikel Arteta e ao adversário:
«Nas últimas duas ou três temporadas, ele já está lá há muitos anos e, a cada época, a equipa tem vindo a melhorar cada vez mais. Quando ele assumiu o comando do clube, este enfrentava problemas e dificuldades. Na época passada, claro, o Liverpool fez três quartos de uma época incrível e foi imparável. Na época anterior e nesta, o Arsenal tem sido o maior adversário».
«Eles não estão no seu melhor. O Mikel disse, após o jogo da Champions, que são a única equipa inglesa a qualificar-se, pelo que, no fim de contas, continuam invictos lá. Têm sido os melhores até agora, mas queremos desafiá-los. Hoje disse aos jogadores que é apenas um jogo de futebol e que temos de o encarar como tal. Se nos distrairmos com as emoções, é assim que perdemos a concentração. Qual é o objetivo? É ter um bom desempenho e é exatamente isso que têm de fazer, juntamente com todos os aspetos necessários para desafiar uma equipa como o Arsenal».
Sobre o plantel, Pep Guardiola confirmou a ausência de Rúben Dias e a disponibilidade de Nico O’Reilly:
«O Rúben [Dias] ainda não está pronto, mas o Nico [O’Reilly] está bem. Prefiro ter toda a gente disponível, mas durante a época há sempre lesões».
Por fim, o treinador do Manchester City deixou elogios aos gunners:
«As pessoas são muito exigentes. A imprensa, os adeptos, toda a gente. Gosto de os ver jogar. Aprendo muito em vários aspetos. O que as pessoas querem é ganhar e nós vamos lutar. Um aspeto que é realmente muito, muito importante e contra o qual não podemos lutar é o facto de já não ganharmos a Premier League há 22 anos. Eles têm algo que os torna únicos. Eu sei disso. Conheci essa sensação quando chegámos aqui. Durante muito tempo, não ganhámos a Premier League. O Manuel [Pellegrini] e o [Roberto] Mancini conseguiram, mas, no que diz respeito à nossa era, diria que sei como se sente essa primeira vitória. Isso é algo contra o qual não podemos jogar. É por isso que temos de nos concentrar na forma como temos de jogar».

