Pepa falou aos jornalistas, à margem do Fórum da Associação Nacional de Treinadores de Futebol 2026, que se realiza entre os dias 30 e 31 de março.
Pepa falou aos jornalistas, à margem da conferência da Associação Nacional de Treinadores de Futebol 2026, que se realiza no Palácio de Congressos do Algarve. O técnico assumiu que quer voltar ao ativo, seja em Portugal ou no estrangeiro:
«Não é por opção, não surgiu algo desafiante ao ponto de achar que era benéfico para mim. Entrar perto do fim, não é bom perto do fim. A vida do treinador é instável e não coloco de parte nada. Vejo o regresso a Portugal com muita naturalidade, como vejo o trabalhar fora com muita naturalidade. Não quero aceitar nada só porque sim».
O técnico português assumiu que não pensa treinar uma seleção:
«Não me passa, de todo, pela cabeça as seleções. É um contexto diferente, só muito de emoção e trabalho diário. De lançar jogadores e potenciar jogadores. Mas, da mesma forma que não posso dizer nunca, não digo não. Nesta vida temos de estar preparados para tudo».
Pepa deixou ainda muitas críticas para o ruído que se faz sentir fora de campo no futebol português:
«Vejo um campeonato com bons jogadores e bons treinadores. Muito competitivo e qualidade. Tem de se falar muito menos fora. Há muito ruído, falar de árbitros e disto e daquilo. Entristece-me isso. Levamos a que os adeptos alimentem aquilo. Falem de táticas e estratégia, do futebol. Não são vocês, atenção. Pessoas com responsabilidade grande, estão com queixas. A mim, entristece-me muito. Andamos a falar nisto há tantos anos. Em Inglaterra levam castigos e aprendem. Aqui, banaliza-se tudo. Não pode ser».

