É cada vez maior a tensão na Arábia Saudita. Chegada de Karim Benzema ao Al Hilal continua a motivar queixas pela influência política.
A chegada de Karim Benzema ao Al Hilal motivou o caos na Arábia Saudita, com várias figuras do futebol do país, incluindo Cristiano Ronaldo, a acusarem o PIF e o governo saudita de favorecimento ao Al Hilal.
Neste clima, o Al Hilal lançou combustível para uma fogueira já acesa. Depois da chegada de Karim Benzema ao clube, o emblema saudita fez duas publicações ao príncipe e mecenas Al-Waleed bin Talal, figura real ligada ao clube e responsável pela contratação do avançado.
Recorde-se que os quatro maiores clubes do país (Al Hilal, Al Nassr, Al Ahli e Al Ittihad) são propriedade do PIF, o Fundo Estatal Saudita, responsável pelo investimento forte no futebol. Ainda assim, a estratégia e o financiamento de cada clube não são claras. No caso do Al Hilal, por exemplo, a influência do Príncipe Al-Waleed bin Talal permitiu um maior investimento em comparação com os outros clubes.
«O conselho de administração da Al-Hilal Company agradece o patrocínio do Príncipe Al-Waleed bin Talal ao negócio “Karim Benzema”», escreve o Al Hilal numa das publicações. «O seu impacto é “ouro” e sua influência é “glória e liderança”», agradece o conjunto saudita noutra.
Este mercado, o Al Hilal investiu mais de 60 milhões de euros nas contratações de Kader Meité, Saimon Bouabre, Murad Al-Hawsawi, Sultan Mandash e Pablo Marí, além da chegada a “custo zero” de Karim Benzema. Pelo meio, o clube saudita conseguiu ainda assegurar a renovação de Rúben Neves e a continuidade de Marcos Leonardo no clube.

