O jogo amigável entre a Inglaterra e o Uruguai (1-1) terminou com polémica. Manuel Ugarte viu dois cartões amarelos e não foi expulso.
A Inglaterra e o Uruguai empataram (1-1) num jogo de preparação para o Mundial, esta sexta-feira. No entanto, a maior história do jogo está relacionada com Manuel Ugarte. O ex-Sporting viu dois cartões amarelos, mas não lhe foi mostrado o cartão vermelho. As explicações dos árbitros provocaram várias críticas da comitiva inglesa.
O primeiro cartão surgiu aos 70 minutos, com a falta do jogador do Manchester United sobre Cole Palmer. Aos 81 minutos, logo após o golo de Ben White ser validado, o árbitro voltou a mostrar o cartão amarelo ao uruguaio, desta vez por protestos, mas este não foi seguido do habitual cartão vermelho. Aliás, Manuel Ugarte continuou em campo até ser substituído, aos 87 minutos.
Depois do final da partida, surgiram duas justificações para o acontecido. A primeira é que o quarto árbitro terá anulado o segundo cartão amarelo mostrado ao antigo jogador do PSG. No entanto, a equipa de arbitragem ofereceu outra razão, em comunicado. De acordo com os árbitros e o VAR, o primeiro cartão não foi mostrado a Manuel Ugarte, mas a José María Giménez, apesar de não ter sido o autor da falta.
Do lado inglês, esta decisão gerou muita controvérsia, nomeadamente de Harry Maguire, colega de Manuel Ugarte no Manchester United.
«Fomos informados de que Ugarte recebeu dois cartões amarelos e o segundo foi anulado, o que é novidade para nós. Agora, disseram-nos que o primeiro desses cartões amarelos foi, na verdade, para Giménez. Então, em vez de dois cartões amarelos, Ugarte não recebeu nenhum», protestou o defesa central.
O treinador da seleção inglesa, Thomas Tuchel, também teve críticas para a equipa de arbitragem.
«Acho que não foi uma boa prestação, de forma nenhuma. Um jogador recebeu dois amarelos numa partida, mas não foi expulso. Foi um dia mau para o árbitro. É um penálti muito suave [grande penalidade que deu origem ao golo do empate do Uruguai, já em tempo de descontos]. Claro que há contacto, mas é muito óbvio o que o avançado está a querer fazer. Reverter a decisão quando o árbitro deixou claro que viu. Eu fiquei surpreendido por saber que o VAR estava a funcionar», afirmou o alemão.

