Raphinha mostrou confiança no trabalho de Carlo Ancelotti e garantiu que a seleção brasileira chega preparada para o duelo com o Marrocos.
A poucos dias da estreia do Brasil no Mundial 2026, Raphinha destacou a confiança no trabalho liderado por Carlo Ancelotti e afirmou que a seleção chega preparada para o desafio diante do Marrocos, na primeira jornada do Grupo C. Na conferência de imprensa, o extremo realçou a necessidade de atenção aos detalhes e alertou para as dificuldades de um torneio de curta duração, onde qualquer erro pode ser decisivo.
«Ainda estamos a ver alguns pontos fortes e fracos para estarmos preparados para explorar os pontos fracos. Temos alguns dias até ao jogo para podermos aprimorar melhor. Não só no primeiro jogo. Não só um ponto de atenção, mas vários. É uma competição em curto período de tempo, é muito traiçoeiro. Pouco tempo de trabalho para organizar. Com este tempo de preparação, estamos a tentar adaptar-nos e chegar o mais próximo possível de não cometer erros. O ponto de atenção é termos uma competição curta e errarmos o mínimo possível», referiu.
Raphinha também abordou a evolução da equipa e o seu próprio crescimento desde o Mundial 2022, destacando maior maturidade e confiança.
«Eu acho que senti mais pressão no Mundial 2022 do que neste. Em 2022, cheguei muito imaturo. Não só na Seleção, também estava a chegar ao Barcelona. Sentia que não estava totalmente adaptado à seleção brasileira. E agora sinto-me muito mais preparado pelo meu momento no clube e na seleção. A pressão vai existir sempre. Quando vestimos a camisola da seleção brasileira, a pressão vem também. É a única que ganhou cinco Mundiais. Se não estivermos preparados para a pressão, não podemos disputar um torneio deste nível».
Já sobre o treinador italiano, o ex-Sporting e Vitória SC reforçou a confiança existente no grupo e falou da sua relação como selecionador.
«O Mister tem total confiança. Ele já me acompanhava em Espanha. Já conversamos várias vezes e mesmo sendo muito rivais, tivemos boa relação. Por ter uma autocrítica muito alta, eu cobro-me muito mais do que o Mister. Tento provar mais que sou capaz do que eu deveria provar para o Mister. Ele está contente com o que entrego nos treinos e nos jogos, mas sei que posso fazer muito mais e estou a procurar isso. Temos vários jogadores muito experientes. Até mesmo o Vini, que não tem tanta idade, mas tem muita experiência no futebol e pode trazer o hexa. E eu incluo-me nisso. Podemos resolver um Mundial», analisou o extremo.
Raphinha é um dos jogadores mais utilizados por Carlo Ancelotti na seleção brasileira, e sob o comando do treinador italiano soma seis jogos e uma assistência. O Brasil estreia no Mundial 2026 este sábado, às 23H, frente a Marrocos.

