Roberto Martínez e o talento português: «Grandes jogadores como Rui Costa, Luís Figo e João Pinto são sempre uma referência»

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Em entrevista à DAZN, Roberto Martínez refletiu sobre a possibilidade de voltar a Espanha ou à Premier League, falando ainda sobre o talento em Portugal.

Roberto Martínez concedeu uma entrevista à DAZN, na qual abordou um possível regresso à Premier League ou uma nova experiência no futebol espanhol. Antes disso, o selecionador nacional refletiu sobre a sua experiência em Portugal, destacando o todo o talento do país:

«Claro, em Portugal eu acho que há três aspetos. Quando me perguntam porque existe uma cadeia de desenvolvimento tão boa, há três aspetos para mim que são fundamentais. O primeiro é o aspeto pessoal. Eu acredito que, a nível histórico, há 500 anos, o povo português viajava, conquistava e não tinha medo de sair, aprender idiomas. Fiquei muito surpreendido que aqui os filmes não são dobrados. Então, a geração jovem já fala inglês, espanhol e português. Tem essa abertura e considera sempre que a Europa está aqui. Por isso, sair, para o jogador português, não custa nada. Depois, na Seleção Nacional, existe este fenómeno de ter muito claro o que significa representar a Seleção e a camisola de Portugal. Os grandes jogadores como Rui Costa, Luís Figo e João Pinto, que foram campeões mundiais Sub-20, são sempre uma referência e dão um pouco a ideia do que é estar na Seleção».

Relativamente ao próximo passo na sua carreira, o técnico espanhol referiu que ainda só está focado na Seleção:

«A verdade é que eu nunca planeio. Sou um pouco… muito, muito, muito chato nesse sentido. Quando estou focado no que faço, é tudo o que me enche, é a intensidade. E quando chega o momento para um próximo projeto, estou aberto a tudo. Mais do que tudo, acredito muito na pessoa que te oferece o projeto. Não é o país, a liga ou a instituição. É aquela pessoa ou grupo de pessoas que acreditam no teu trabalho e que te podem dizer: ‘Acreditamos no que queres fazer, vamos apoiar-te ao máximo e vamos sobreviver a três derrotas consecutivas juntos’. Porque hoje em dia a verdade é que a dificuldade do treinador é ter tempo para desenvolver plenamente a ideia futebolística no campo a um bom nível, porque quando há três derrotas, surgem dúvidas sobre a posição do treinador».

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