Roger Schmidt de olho no futuro: «Queremos um plantel perfeito»

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Roger Schmidt falou aos meios de comunicação social e abordou o futuro, falando sobre o que pretende na próxima temporada.

Numa longa e aberta conversa com os meios de comunicação social. Numa das questões colocadas e relacionada com a pontuação frente ao top-4, Roger Schmidt não se mostrou muito preocupado: «Em 34 jogos precisamos de tantos pontos quanto possível, vencer os jogos diretos são importantes porque ganhamos pontos e os adversários diretos não, por isso ganhar estes jogos é importante, mas vencer os outros também. Os três concorrentes diretos são equipas de topo, basta vê-los lá fora, ninguém quer jogar contra eles, nem contra nós. É difícil defronta-los, ser campeão».

Melhorias? Para já, o técnico não vai «pensar no futebol nos próximos dias», mas consciente de que «precisamos de preparar a próxima temporada, queremos um plantel perfeito para a próxima temporada, faz parte disso, também faz parte do defeso. Depois vamos analisar tudo, a temporada ao pormenor. Quanto ao que eu aprendi, consegui compreender a liga portuguesa, os adversários, que são difíceis de vencer, sobretudo os jogos fora. Até equipas com orçamentos mais reduzidos jogam bem. Os treinadores tem abordagens táticas muito boas, para mim é bom conhecer já a liga, depois vamos tentar desenvolver-nos e fazer as coisas um pouco melhor».

Sobre Tomás Araújo, o treinador falou que o jogador «esteve bem no Gil Vicente» tal como Tiago Gouveia no Estoril e que por isso teriam oportunidade. O técnico não quis entrar em conversas de começo de hegemonia: «Este ano vencemos o titulo, mas não quer dizer que vençamos para o ano. Quando começar a próxima temporada começamos com 0 pontos, vamos precisar de 85 ou 90 pontos para ser campeão, é muito difícil. Não é por vencermos agora que por isso venceremos facilmente títulos. Não há pontos por vencermos titulo, começamos do zero todos, sou muito humilde e sei que isto e difícil. Vamos ver as transferências, o que fazemos e o que as outras equipas fazem».

Sobre a quarta estrela e as palavras do filho, Schmidt preferiu uma abordagem mais comedida: «Eu ouvi mas acho que não estava falar a sério o meu filho, olhar demasiado à frente no futebol faz-nos perder a concentração. Vencemos o titulo e na próxima temporada começamos do zero, vamos lutar por tudo.»

«Não tivemos tantas oscilações assim, tivemos um nivel alto muito tempo e só foi possivel porque estivemos sempre concentrados em cada jogo individual. Na minha opinião, depois de termos perdido alguns pontos tinhamos uma vantagem de 10 passou a quatro, nessa altura foi muito importante concentrar-nos, mostrar que conseguimos aguentar a pressão e depois conseguimos vencer. Sabíamos que tínhamos um calendário difícil no final da temporada comparado com o Porto», comentou o treinador do SL Benfica.

A eliminação da Liga dos Campeões e a ausência de Enzo na fase decisiva da prova também estiveram em causa, mas o técnico recusa criar conjunturas: «Não sei. Não conseguimos vencer o Inter, mas não é uma vergonha. Jogamos 14 jogos na Liga dos Campeões, perdemos apenas um em casa, contra o Inter, a maior parte dos outros vencemos, contra equipas de topo. Não é uma desilusão ser eliminado nos quartos de final, foi um grande feito dos jogadores, jogamos com muitos jogadores que estão pela primeira vez nesta situação. O que o Benfica fez a nível internacional foi extraordinário. O Enzo é um grande jogador, não sei se venceríamos os jogos contra o Inter. Perdemos um bom jogador, um dos nossos melhores jogadores, no mercado de inverno.

Fonte: SL Benfica

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Fernando Coelho
Fernando Coelho
Jogador de futsal amador, treinador de bancada profissional. A aprender diariamente, acredita que o desporto pode ser diferente. Escreve com acordo ortográfico.

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