Rui Borges marcou presença na conferência de imprensa, após o apito final da goleada do Sporting por 5-1 na receção ao Vitória SC.
Na luta pelo segundo lugar da Primeira Liga e o consequente apuramento para a Champions League, o Sporting recebeu e goleou o Vitória SC por 5-1. Na conferência de imprensa após o encontro, Rui Borges analisou a vitória, começando por responder abordar o futuro de Daniel Bragança:
«Tem contrato e está feliz no Sporting. O futuro dele tem a ver com ele e com a direção. Ele sabe muito bem qual a confiança que tem do treinador, que é total, e da estrutura também».
Questionado se Rodrigo Zalazar é um jogador que o agrada e se a arbitragem terá impacto na corrida ao segundo lugar, o técnico respondeu:
«Há muitos jogadores com qualidade no nosso campeonato. Íamos estar aqui a noite toda a falar de imensos jogadores com qualidade. Estou preocupado em ganhar os meus jogos, isso é que me importa. Tenho mais dois jogos para o campeonato, é fazer a nossa parte, que é ganhá-los, para tentarmos ficar no segundo lugar. Depois temos a final da Taça e queremos muito ganhar esse troféu. Esse é o meu foco, mais do que em jogadores que possam interessar ou não. Em relação àquilo que é segundo ou terceiro ou primeiro lugar, os lugares são ganhos por mérito sempre».
De seguida, refletiu sobre o impacto da goleada na confiança do plantel do Sporting:
«Sim, é natural. Nos primeiros 10 minutos notou-se que a equipa estava um bocadinho tensa para perceber o que o jogo ia dar. Depois fomos ganhando confiança, foi importante fazer o golo na bola parada, logo a seguir fizemos o 2-0 numa belíssima jogada e a partir daí fomos crescendo. Notou-se claramente que a equipa estava mais confortável. Criámos várias oportunidades depois do 2-0 por mérito, por qualidade, por essa confiança que fomos ganhando. É natural que isso aconteça. Vínhamos de uma fase aqui de dois jogos principalmente que não foram bem conseguidos da nossa parte e que acaba por mexer, por mais que eu queira dizer o contrário. É natural que mexa com o pensamento e com a cabeça de todos nós. É natural que às vezes se crie essa tensão, que aconteceu nos primeiros 10-15 minutos, mas depois fomos melhorando e fizemos um bom jogo».
Rui Borges revelou ainda alguns problemas físicos de Hidemasa Morita e Geny Catamo:
«Foram os dois a mesma coisa. Estavam ali um bocadinho desconfortáveis e por precaução tirámos tanto um ao intervalo como o outro depois no decorrer do jogo. Não se estavam a sentir confortáveis».
O técnico falou sobre o regresso de Gonçalo Inácio e a recuperação de Fotis Ioannidis:
«O Ioannidis espero vê-lo até ao fim, faltam dois jogos. Acredito e espero mesmo que ele jogue, nem que seja na última jornada ou na Taça. O Inácio quis estar com o grupo. Mordeu o dente, tem dores, não está a 100%, treinou ontem, sentiu-se confortável dentro do possível e queria estar com a equipa. Demonstra aquilo que ele é enquanto líder e enquanto capitão de equipa. Sabia que o momento não era o melhor da equipa e queria estar ali a dar a cara com o grupo. Fezz um grande jogo, acabámos por tirá-lo na parte final porque ele pediu para sair, porque já estava a começar a ficar desconfortável com algumas dores».
Refletiu também sobre o trabalho da dupla de Hidemasa Morita e Daniel Bragança na base do meio-campo:
«São dois jogadores que nos dão muita qualidade com bola. Somos uma equipa claramente que gosta de ter bola, que gosta de ter qualidade no processo ofensivo e nesta fase são os que melhor fazem esse momento,. É importante a equipa ter jogadores como eles, que não fogem do jogo, não têm medo do jogo, não têm medo da bola mesmo sob pressão. São jogadores que têm uma relação muito boa com bola e passam essa confiança para o resto da equipa».
Rui Borges reforçou a importância de ter uma semana sem jogos:
«É muito importante. Espero que a equipa demonstre outra energia também, que nos identificou ao longo de quase toda a época e que nos foi faltando aqui neste último mês. É importante até mesmo mentalmente. É importante o tempo, o respirar, o estar com a família, o estar de folga, o não estar na academia a toda a hora. Ajuda muito, mais até do que a parte física, porque estamos num final de época, tudo desgasta. Eles já devem estar fartos de ouvir o treinador, porque é só palestras, palestras, palestras, palestras… Tudo ajuda a aliviar um bocadinho e as semanas normais ajudam muito».
Por fim, comentou o impacto das palavras de Morten Hjulmand e falou sobre a mudança de visual:
«Posso mudar no Jamor. Felizmente, a Scalpers deu-me mais uns outfits engraçados. O vídeo foi muito importante, muito mesmo. O nosso capitão não está com a equipa, sente també essa impossibilidade de estar com o grupo e foi a forma que ele achou que podia ajudar. Foram importantes as palavras dele não só para o grupo, mas também para os adeptos».



