Rui Borges analisou a vitória do Sporting diante do CD Nacional. Técnico respondeu à pergunta do Bola na Rede em conferência de imprensa.
Rui Borges fez o rescaldo do triunfo do Sporting contra o CD Nacional por 2-0, num encontro da 5.ª jornada da Primeira Liga. O Bola na Rede esteve no Estádio de Alvalade e teve a oportunidade de colocar uma questão ao técnico dos leões.
Lê também a pergunta e respetiva resposta de Bruno Abreu, técnico dos madeirenses.
Bola na Rede: Se não me falham as contas, passaram à esquerda, para que o Maxi [Araújo] jogasse um bocadinho mais dentro, o [Rodrigo] Zalazar, o Flávio [Gonçalves], o [Issa] Doumbia e o [Luis] Suárez. Se o Maxi e as incursões por dentro já são bastantes conhecidas, como tem trabalhado esta mobilidade e rotação numa teia de desdobramentos e coberturas para que o Maxi possa jogar por dentro com tanta facilidade sabendo que está sempre alguém por fora?
Rui Borges: Acho que são dinâmicas que nós já tínhamos. Já estão inseridas na equipa há algum tempo. Agora, precisamos de melhorar mais, às vezes, esse conhecimento de uns com os outros, principalmente a malta nova que chegou e mesmo o Flávio perceber a ligação e a micro-relação que tem com o lateral, o fora-dentro e dentro-fora. O Zalazar igual quando está à esquerda e mesmo os próprios médios. Eles estão num conhecimento ainda e é natural. Entrou aqui alguma malta nova, mas as dinâmicas em si já existiam e o Maxi já faz coisas que fazia na época passada. A nossa equipa sempre foi muito móvel dentro de um jogo posicional muito forte a época passada, mas sempre demos muita mobilidade e troca posicional. Este ano acaba, se calhar, por ser uma equipa mais móvel, sem um jogo posicional tão acentuado como tínhamos a época passada. Mas dá-nos outras coisas. Dá-nos mais irreverência de forma geral e esse crescimento tem de acontecer, dos equilíbrios onde estamos melhores, e de micro-relações que existem, seja em corredor lateral, seja em corredor central. Isso vai acontecer com a naturalidade que esperamos.

