O Sporting venceu o Famalicão por 1-0 na 22.ª jornada da Primeira Liga. Rui Borges respondeu à questão do Bola na Rede.
O Sporting recebeu e venceu o Famalicão por 1-0 em jogo da 22.ª jornada da Primeira Liga. O Bola na Rede esteve no Estádio de Alvalade e teve a possibilidade de colocar uma questão a Rui Borges, técnico leonino.
Lê também a pergunta e resposta a Hugo Oliveira, treinador famalicense.
Bola na Rede: Já falou na aposta no ataque móvel. Taticamente, quais são as principais diferenças entre um ataque móvel e um ataque com um ponta de lança de referência, e no ataque móvel, qual a importância do Maxi Araújo, por ser um jogador mais forte nas ruturas e no ataque ao espaço, para o balanceamento da equipa?
Rui Borges: Sim. A parte estratégica é diferente. O Pote e o Trincão são jogadores de ligação, de transporte e definição refinada e precisávamos de alguém que provocasse o espaço. Nesse caso, optámos por meter o Mangas e puxar o Maxi à frente porque o Maxi tem bons timings de ataque ao espaço. Faz muitas roturas sem bola sobre a linha defensiva adversária quando joga na posição de extremo e precisávamos disso. Tanto ele como o Luís Guilherme, de vez em quando tinham de procurar essa profundidade para arranjar espaço para o Trincão e para o Pote. Como disse, fomos falhando alguns passes. O Maxi até tem alguns lances na primeira parte dentro da área do adversário com bola porque nos dá isso. No ataque móvel, sabíamos que o Pote e o Trincão não são muito de diagonais longas à profundidade. Podiam fazer aqui e ali diagonais curtas, mas mais do que isso tínhamos de ter gente a picar. O Mangas também nos dava isso à largura porque é um jogador mais vertical. Era dentro dessa estratégia que queríamos tentar fazer ligações e a qualquer momento entrar na área com alguém que fosse de trás para a frente e que fosse rápido nesse sentido.

