O Sporting venceu o Rio Ave por 4-1, em Vila do Conde. Após o encontro, Rui Borges rendeu a questões em conferência de imprensa.
O Sporting foi a Vila do Conde vencer o Rio Ave por 4-1, somando assim a sua segunda vitória consecutiva no campeonato. Com este resultado o Sporting volta ao 2.º lugar do campeonato e ultrapassa o Benfica, que empatou frente ao Braga.
Questionado sobre a forma como a equipa trabalhou durante a primeira semana ‘limpa’ desde os duelos com o Arsenal, e sobre a necessidade de reacender uma chama que parecia algo apagada após a queda na Europa, o treinador do Sporting não escondeu o peso emocional e físico que afeta atualmente o plantel.
Rui Borges abordou a dificuldade de entrar na mente dos jogadores na reta final de uma temporada tão exigente:
«Somar a segunda vitória depois daqueles 15 dias é importantíssimo. Dependermos de nós é o maior ar que podem ter para melhorar e ficarem mais motivados, leves mentalmente e fisicamente. O mental ajuda o físico. A parte difícil depois dos jogos com o Arsenal era respirar… Descansar, jogar, descansar, jogar. Entrámos em semanas mais normais depois de termos ficado fora dos objetivos que tínhamos. E por mais semanas limpas, a dificuldade veio depois do choque de ficarmos de fora da luta do campeonato, de não dependermos de nós para o 2.º lugar, de ficarmos tão perto das meias-finais [da Champions]… Por mais que eles queiram, é difícil ligá-los porque está lá o desgaste. Para aquilo que é o desgaste de uma época seguida, as últimas semanas são difíceis. O desgaste é enorme. Ainda para mais é ano de Mundial, jogadores ligados às convocatórias, ficarem fora dos objetivos… É difícil. Temos conseguido ajudar os jogadores aqui ou ali, mas também depende muito deles. Por mais que eu seja um bom ‘gajo’, é difícil às vezes puxá-los. O meu diálogo vai muito por aí. Por mais que queira, há coisas em que não consigo entrar na mente deles. Dependermos de nós ajuda muito e espero que isso os mantenha com a ambição e vontade elevadas para disputar o último jogo».

