Samu Aghehowa recordou a grave lesão sofrida em fevereiro de 2026 e revelou como o longo processo de recuperação o tornou mais forte mentalmente.
Samu Aghehowa concedeu declarações à sua agência de representação, a ROOF (Representatives of Outstanding Footballers), e falou sobre a rotura total do ligamento cruzado anterior do joelho direito sofrida em fevereiro de 2026, abordando o processo de recuperação e o impacto emocional da lesão.
O avançado do FC Porto começou por explicar como a lesão o transformou, sobretudo do ponto de vista mental:
«Foi um grande teste, sobretudo mentalmente. Sou uma pessoa muito emocional e creio que isto me tornou muito mais forte mentalmente. Valorizar os momentos em que jogas, valorizar cada minuto que jogas, que treinas, dar sempre o melhor de ti. No final, foi um caminho muito longo que já está a chegar ao seu fim. Fez-me valorizar cada momento ao máximo e, sobretudo, ser muito mais forte mentalmente».
Questionado sobre o que diria a si próprio no momento em que sofreu a lesão, Samu Aghehowa revelou a mensagem que gostaria de ter ouvido:
«A primeira coisa que diria era que estivesse tranquilo, que nada se ia passar. Mas, bom, já com toda a lesão, agora diria que, se aconteceu, foi por alguma razão, que não me massacrasse mentalmente com o ‘porquê eu?’, mas que, no final, tomasse tudo como um desafio».
O internacional espanhol garantiu ainda que encontrou conforto na sua fé durante o processo de recuperação:
«Se Deus quis que passasse por isto, era porque algo de melhor tinha para mim no futuro. Creio que lhe diria que todo esse esforço e todo esse sofrimento valeram a pena».
Por fim, o avançado destacou a importância do acompanhamento psicológico e do apoio das pessoas mais próximas para ultrapassar um dos momentos mais difíceis da carreira:
«Essas horas em que pensas ‘porquê tu?’, creio serem as piores, mas valeram a pena. As horas a mais que fiz na parte mental, falando com o meu psicólogo, neste caso, e estar perto de todas as pessoas que me rodeiam foi o que me ajudou a superar este duro desafio».

