Sérgio Ferreira e Petit projetam Alverca x Santa Clara: «Temos de criar desconforto ao adversário»

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Sérgio Ferreira e Petit realizaram a antevisão ao encontro da 4.ª jornada da Primeira Liga entre Alverca e Santa Clara.

Sérgio Ferreira e Petit fizeram a antevisão do encontro entre Alverca e Santa Clara, a contar para a 4.ª jornada da Primeira Liga. Os treinadores abordaram o momento de ambas as equipas e as dificuldades esperadas para o encontro.

Sérgio Ferreira começou por destacar a importância da equipa se concentrar na própria evolução, sem deixar de analisar as características do adversário e os aspetos que terá de contrariar:

«É importante estarmos focados naquilo que controlamos, olhar para a nossa ideia e perceber onde podemos crescer e corrigir algumas falhas dos últimos jogos. Depois, temos de dar contexto e perceber aquilo que o adversário nos pode oferecer como dificuldades e onde podemos criar vantagens. Sabemos que o Santa Clara está num belo momento, com sete pontos em nove possíveis, mas o nosso foco está na nossa motivação e em conquistar os três primeiros pontos da época. Jogando em casa, temos de criar desconforto ao adversário e contrariar uma equipa muito forte nos primeiros 15 minutos através da nossa forma de jogar, ambiciosa e ousada».

Questionado sobre a influência de Gonçalo Paciência no ataque do Santa Clara, o técnico do Alverca recusou reduzir a análise ao avançado e explicou que a equipa terá de estar preparada para contrariar a dinâmica coletiva do adversário, abordando ainda os problemas que a sua equipa tem sentido em transição:

«Não podemos reduzir o jogo do Santa Clara ao Gonçalo Paciência. Temos de olhar para a equipa como um todo e perceber como quer atacar e defender. Temos sofrido algumas oportunidades em transição e, apesar de a equipa ter conseguido representar em campo as nossas ideias e condicionado vários adversários, temos de corrigir alguns erros. Não vamos apontar erros individuais, temos de olhar para o todo. A melhor maneira de contrariar a forma como o Santa Clara procura criar espaços para as suas referências é tendo bola, porque assim atacamos, defendemos e impomos o ritmo do jogo».

Sérgio Ferreira terminou a sua antevisão reforçando a importância da identidade do Alverca e do apoio dos adeptos:

«Temos de ter uma crença inabalável na nossa forma de jogar, porque é aquilo que temos maior controlo. Jogando em casa, o apoio dos adeptos dá-nos mais força, mas também uma responsabilidade e uma exigência enorme. Queremos que se revejam numa equipa que joga jogada a jogada, bola a bola. Temos de saber adaptar-nos aos diferentes adversários sem perder a nossa identidade. Quando os adeptos estão identificados com a nossa forma de jogar, dão-nos uma força maior e a nossa casa torna-se uma fortaleza».

Do lado do Santa Clara, Petit perspetivou um encontro complicado frente a um Alverca que, apesar de ainda não ter vencido, considera ter a qualidade coletiva e individual:

«Vai ser um jogo difícil. Aquilo que analisámos do Alverca não é tanto pelos resultados, mas pela qualidade coletiva e individual. É uma equipa que transita da temporada passada com alguma estrutura, uma base de jogadores e uma ideia de jogo que não muda muito. Quer reagir e ganhar em sua casa, mas também temos uma equipa que está a crescer, tanto coletivamente como individualmente. Todos os jogos são difíceis, em casa ou fora, e a ideia é sempre lutar pelos três pontos».

O treinador do Santa Clara destacou ainda o trabalho desenvolvido nos diferentes momentos do jogo e a necessidade de alcançar maior equilíbrio entre os processos ofensivos e defensivos:

«Trabalhamos muito quatro momentos: a parte ofensiva, defensiva, as bolas paradas e as transições. Se não sofrermos, estamos mais perto de ganhar, porque temos jogadores que podem resolver uma partida a qualquer momento. É importante consolidar os processos defensivos e ofensivos e ter equilíbrio. Ainda temos muita margem para melhorar, mas é com trabalho que se consegue evoluir. Temos trabalhado individual e coletivamente para nos tornarmos mais fortes».

Por fim, Petit abordou o mercado de transferências e a saída de Iago, explicando que a aposta nos jovens continua a fazer parte do projeto do clube:

«Até ao fecho do mercado podem sair como podem entrar. Temos alvos identificados, mas também temos os sub-23 e a equipa B, com jogadores de qualidade. O Iago é um menino com muita qualidade, era capitão dos sub-23 e fez uma boa pré-época connosco, mas entendemos que devia rodar na Segunda Liga para ganhar experiência e chegar mais forte na próxima época. Temos 12 ou 13 jogadores abaixo dos 23 anos no plantel e isso faz parte do projeto do clube. Vamos estar preparados para enfrentar as coisas como estão quando o mercado fechar».

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