Sérgio Ferreira analisou o jogo de estreia do Alverca na Primeira Liga 2026/27 frente ao FC Porto, no Estádio do Dragão.
Sérgio Ferreira fez a análise ao encontro entre o FC Porto e o Alverca, que terminou com o triunfo dos… por… Sobre o jogo da jornada inaugural da Primeira Liga, o técnico da equipa ribatejana começou por dizer:
«Muito satisfeito com aquilo que foi a prestação da equipa e muito satisfeito pela coragem que a equipa teve para ir ao encontro daquilo que são as nossas ideias. E a nossa ideia, o nosso estilo. Procurámos impor, faltou-nos aqui e acolá algum timing, algum reconhecimento, algum entendimento de onde é que estavam as vantagens para sermos mais assertivos no que é criar dano na equipa adversária. Mas a verdade é que a equipa procurou impor aquilo que fomos treinando, aquilo que fomos crescendo, ou com aquilo que fomos crescendo também e que nos permite ser uma equipa cada vez mais marcada e com identidade. E sim, satisfeito. Satisfeito porque viemos à casa do campeão nacional e conseguimos criar oportunidades para marcar. Acho que hoje ficou provado que o Diogo Costa, ou o porquê de o Diogo Costa ser um dos melhores guarda-redes do nosso campeonato, do país e do mundo também. Agora, custa-nos muito e estamos tristes pela derrota, porque a equipa merecia mais. Mas é mesmo isto o futebol e, neste momento, o nosso pensamento já está na próxima jornada, em retificar aquilo em que não fomos tão fortes e continuar também a potenciar aquilo em que estivemos bem».
«Equipa foi ingénua nos lances dos penáltis? Sim, ou seja, eu muito sinceramente não quero falar sobre se os penáltis são ou não. Falo só sobre o segundo porque tem a ver com o jogo, tem a ver com aquilo que nós controlamos, que é o processo e a ideia. Estamos muito bem posicionados. Ou seja, não há qualquer necessidade de fazermos penálti. É mesmo só um segundo em que parámos, e a este nível, quando parámos um segundo, é a morte. Ou seja, temos de ser muito contínuos, muito consistentes e repetir, repetir, repetir, para que não possamos ceder espaços. E logicamente, contra uma equipa desta e com jogadores desta qualidade, vão ter o máximo proveito. Mas sim, portanto, continuar a crescer. A equipa marcou uma identidade e jogou bem. Quero só aproveitar para agradecer ao nosso público que esteve cá em grande número. O apoio deles foi fundamental e aquilo que pedimos é que continuem também a apoiar a equipa».
«Continuidade do sistema da época passada? Sim, é isso mesmo. Ou seja, parece-me importante, quando chegamos a uma realidade, perceber que já existe alguma coisa feita, alguma coisa construída. E temos de ter o máximo respeito por isso. E foi isso que fizemos: foi olhar para aquilo que tínhamos, aquilo que somos e qual o caminho que temos de percorrer para ser aquilo que queremos vir a ser no futuro. Foi isso que fizemos. Mais acima de tudo, deixe-me elogiar porque a equipa conseguiu hoje defender a três, a quatro e a cinco também. Teve essa variabilidade e esse entendimento. E a equipa, se no início o Porto conseguiu furar-nos através da largura, nós conseguimos ajustar muito bem e a nossa linha defensiva começou também a desfazer a largura e conseguimos tapar essa mesma vantagem que estávamos a dar à equipa adversária».

