Tiago Gouveia apontou à Seleção Nacional e a José Mourinho e não poupou elogios aos antigos colegas do Benfica.
Em declarações no podcast Final Cut, Tiago Gouveia apontou à Seleção Nacional e recordou o reencontro com João Neves e Gonçalo Ramos na Ligue 1, dupla que agora brilha ao serviço do Paris Saint-Germain.
«Todos reconhecem a importância do João Neves no Paris Saint-Germain. O meio-campo do PSG é diferente com e sem o João Neves em campo», sublinhou, lembrando igualmente o instinto matador de Ramos:
«Quando vi o Gonçalo Ramos entrar em campo, pensei logo que ele ia arranjar maneira de marcar um golo».
Apesar de o emblema gaulês estar envolvido na luta pela manutenção numa «época atípica», Tiago Gouveia mostra-se confiante na salvação e garante que o estilo competitivo de França tem puxado pelas suas características. A conversa permitiu também uma viagem pelo seu percurso na formação encarnada, com elogios aos técnicos Nélson Veríssimo, António Oliveira e Renato Paiva, confessando que este último lhe deu «um clique para um dia vir a ser treinador de futebol».
Ainda longe de pendurar as chuteiras, o extremo apontou Paulo Fonseca e Roberto De Zerbi como referências táticas e não escondeu a curiosidade em relação a José Mourinho:
«Já me disseram que ia gostar de trabalhar com ele».
Desafiado a escolher três colegas para uma equipa ideal, o luso optou por nomes menos óbvios como Francisco Geraldes e Ronaldo Camará, destacando ainda o dinamarquês Andreas Schjelderup:
«Gosto muito do Schjelderup. Complementamo-nos. É um jogador que chama pessoas ao estádio».
O atual momento de consolidação de Tiago Gouveia no estrangeiro afigura-se como um passo estratégico para o seu futuro. O jogador formado no clube da Luz procura agora garantir a estabilidade do Nice, alimentando em simultâneo o seu principal sonho a médio prazo: merecer a confiança para vestir a camisola da seleção portuguesa.

