Tomaz Morais falou esta terça-feira com os jornalistas. O Bola na Rede está presente no Fórum da Associação Nacional de Treinadores de Futebol 2026, que se realiza entre os dias 30 e 31 de março.
Tomaz Morais falou durante a Associação Nacional de Treinadores de Futebol 2026, que se realiza no Palácio de Congressos do Algarve. O diretor geral da formação do Sporting elogiou o trabalho que tem sido feito:
«A formação é onde tudo começa. Às vezes quando olhamos para o jogador e para o jogo, estamos a olhar para o produto final. Olhamos para o que vemos diariamente pela televisão e no estádio. Mas temos que perceber que para um jogador chegar a esse estágio passa por um processo longo, que envolve outras pessoas e muitos treinadores, todos eles muito diferentes. A articulação desse processo formativo pode dar jogadores capazes de chegar ao futebol profissional e à elite. Isso é o que se pretende sempre, principalmente num clube formativo. Também queremos formá-los para a vida, é o entendimento que temos no nosso clube. Queremos que sejam seres humanos capazes de jogar e que se adaptem a qualquer contexto. Também damos o plano além do futebol. Esta é a preocupação máxima que existe no futebol. Mas isto é um processo longo».
O dirigente abordou o caso dos leões:
«O Sporting tem um projeto que já apresentou há muitos anos, muito cimentado na formação. Tem uma ideia clara, defendia pelo seu presidente. Temos uma missão muito clara que é a de servir a equipa principal. Somos 217 pessoas que sabem que o seu propósito é formar jogadores para a equipa A e responder às necessidades que a equipa A possa ter. É uma relação diária e muito boa. Nenhum clube funciona se a relação entre formação e equipa profissional não for muito boa. Tem que ser tudo muito claro. Acima de tudo, tem que se saber controlar em conjunto. O futebol é altamente competitivo, falamos de 11 meses de intensidade. Temos de responder a essas necessidades».
Tomaz Morais vincou que há um plano para cada jogador:
«Eu não posso dizer o que diferencia. A nossa forma de estar é muito apaixonada, quando trabalhamos é com uma paixão muito forte pela formação gostamos de trabalhar com cada jogador, todos têm um plano individual. Alguns estão mais preparados para transitarem para o futebol profissional e têm outro plano. É isso que fazemos todos os dias. A oportunidade um dia vai chegar e eles têm que agarrar. Tentamos transmitir um sentido de autonomia enorme. O jogador é que vai jogar. Passamos a mentalidade certa. Acreditamos que a disciplina é a base do sucesso. Trabalhamos de uma forma integrada, ninguém é mais que ninguém. Uma equipa A é como marcar um golo. Outros vão para a universidade e isso também é de festejar, ao mesmo tempo que jogam de futebol».
Tomaz Morais rejeitou especificar o caso de Quenda e de João Simões:
«Quenda? Não me levem a mal, com a minha posição, tenho que olhar para todos os jogadores, os que chegam e os que não chegam à equipa principal. Tenho esta forma de estar. O João Simões e outros foram para a universidade. Se falasse só de um, não ia ser justo».

