Anatoliy Trubin deixa elogios a José Mourinho e Roberto De Zerbi. Guarda-redes fala também sobre a Premier League e ida à Seleção.
Anatoliy Trubin deu uma entrevista à Sky Sports, na qual falou sobre vários temas. Entre eles, o guarda-redes ucraniano do Benfica elogiou José Mourinho, técnico que está a caminho do Real Madrid, e descreveu-o como «um dos melhores treinadores da história».
«Gosto muito de ele não falar demais, mas saber exatamente o que deve dizer a cada jogador em cada momento. Apenas umas poucas frases, diretas ao ponto. Conselhos? Que eu preciso comunicar mais, exigir mais da equipa. Ele disse-me que vejo muito, mas que sou o tipo de pessoa que guarda as coisas para dentro. Quer que eu organize melhor a defesa e concordo com ele. Não se trata só das minhas habilidades em campo».
Outro treinador que também foi alvo de elogios por parte de Trubin foi Roberto De Zerbi (Tottenham), sendo que trabalharam juntos no Shakhtar Donetsk:
«Ele abriu-me os olhos para uma outra forma de jogar futebol, mesmo para mim, que sou guarda-redes. Lembro-me de uma situação em que fiz um bom passe, mas não era da forma como precisávamos de o fazer, e ele gritou muito. Ele quer que toda a gente conheça o seu papel, saiba como temos de jogar, uma ideia para toda a equipa. Às vezes, com os meus amigos que também trabalharam com ele no Shakhtar, ainda nos perguntamos como é que jogávamos futebol antes dele, porque ele abriu-nos um novo caminho para jogar. E agora podes ver o espírito, o estímulo, a energia que ele exige. É incrível».
Trubin falou também sobre a Premier League:
«Não há nenhum jovem jogador que não queira jogar na Premier League. Mas tenho de continuar a trabalhar arduamente para melhorar».
Trubin prepara-se agora para regressar à Seleção da Ucrânia e abordou a situação que se vive:
«Queremos muito começar a jogar os nossos jogos na Ucrânia novamente. Será algo incrível. Não posso julgar os outros, porque têm as suas próprias vidas e problemas, por isso, nem sempre é possível pensar na Ucrânia. Mas a guerra continua. Drones à noite, alarmes, tudo. É difícil», referiu e ainda disse o seguinte: «Tenho o sonho de jogar na Donbass Arena [casa do Shakhtar Donetsk], com um estádio cheio do nosso povo a cantar o nosso hino. Isso seria especial».





