Às 20h15 desta segunda-feira, o Moreirense recebe o Marítimo na sexta jornada da Primeira Liga. Vasco Botelho da Costa e Mitchell Van der Gaag lançaram o duelo.
Na sexta jornada da Primeira Liga, o Moreirense recebe o Marítimo, com apito inicial agendado para as 20h15 desta segunda-feira. Na conferência de imprensa de antevisão, Vasco Botelho da Costa falou sobre a preparação para a partida, depois das derrotas frente ao FC Porto e Benfica:
«Independentemente dos jogos passados terem sido de maior grau de dificuldade, nós não gostamos de perder. Acreditávamos sempre que podíamos trazer bons resultados. Pudemos respirar, analisar e preparar ao máximo a cabeça e o corpo para encarar este jogo com o Marítimo da melhor forma possível. Um jogo que vai ser difícil, essas equipas que vêm da II Liga, ainda ontem pudemos ver o Viseu, vêm com uma dinâmica de vitória e isso é algo que conta bastante. O Marítimo tem mostrado qualidade. Agora, é o momento de nós também olharmos mais para nós e para aquilo que precisamos efetivamente melhorar, e isso é o nosso jogo ofensivo. É sobre isso também que temos trabalhado. Já passaram mais treinos para integrar também alguns jogadores que chegaram mais tarde, essa é sem dúvida a nossa grande ambição. Índices competitivos no máximo, mas muito foco naquilo que é a nossa prestação, principalmente no momento ofensivo, onde queremos dar passos em frente e ser uma melhor equipa do que aquilo que temos sido».
O técnico do Moreirense acrescentou:
«É óbvio que esses jogos foram jogos complicados. Sofremos quatro golos com o Benfica, é complicado dizer que estivemos bem do ponto de vista defensivo, mas eu também expliquei isso, sinto que tivemos pouca frescura para pressionar e acabámos por chegar sempre muito tarde, mas a nível de decisões, a nível de posicionamentos, eu não considero que a equipa tenha estado mal. O primeiro princípio para defender bem é estarmos bem posicionados, é conseguirmos perceber quais são os passos que temos que fechar, quais são os momentos em que temos que saltar à pressão, e eu acho que desde o jogo do Arouca nós demonstrámos um crescimento muito grande nesse aspeto. Obviamente há sempre margem para crescer. No entanto, o nosso foco está muito no facto de não estarmos a conseguir ter muito bola, gerir o jogo do ponto de vista ofensivo, sermos criadores como gostamos de ser. Quanto mais competentes formos, quer a defender, quer a atacar, mais próximo o resultado vai estar de cair para o nosso lado, no fundo é isso que queremos. São dois jogos sem ganhar e queremos obviamente voltar às vitórias e dedicar obviamente esta vitória aos nossos adeptos».
De seguida, Vasco Botelho da Costa analisou o Marítimo:
«É uma equipa experiente, bem orientada pelo Mitchell, o Marítimo fazia falta à nossa Liga, é um grande clube. É uma equipa competente, muito organizada, não se desequilibra muito, sabe jogar os diferentes momentos do jogo, vai-nos obrigar a perceber que tipo de riscos é que estamos dispostos a correr. Sabemos bem aquilo que a equipa do Marítimo vale, é uma equipa que tem que nos deixar o mais alerta possível, porque tem capacidade. Se nós não tivermos os índices competitivos no limite é uma equipa que tem capacidade para nos agredir e para nos fazer mal. Muita alerta para o valor da equipa do Marítimo, mas sempre focados em nós, no nosso processo, e como é que nós conseguimos impor aquilo que são as nossas ideias, em função das características do nosso adversário».
O técnico reforçou que o conjunto de Moreira de Cónegos precisa de resultados positivos:
«Neste contexto, aquilo que precisamos é de resultados. A nossa forma de estar diz-nos que os resultados vêm como consequência daquilo que nós valemos enquanto equipa e aquilo que nós temos capacidade ou não para fazer no jogo. Obviamente que queríamos ter mais pontos, mas também sabemos que tivemos jogos de grau de dificuldade bastante elevado. Os resultados não foram positivos, mas nem tudo foi mal nesses jogos, portanto há coisas boas que nós trazemos de aprendizagem para o futuro, que nos vão dar mais consistência. Não diria que a equipa esteja nervosa ou que haja falta de tranquilidade. Quando eu digo que não há tranquilidade é no sentido da nossa irreverência e da nossa ambição, exatamente porque não gostamos de ter apenas os pontos que temos, queríamos ter mais pontos, queremos muito ganhar, mas fundamentalmente queremos muito jogar bem e crescer enquanto equipa. Temos um plantel bastante homogéneo, acho que não vai ser tão um onze base como aquilo que acabou por acontecer no passado, porque nós temos diferentes características que nos permitem, de jogo para jogo, escolher jogadores diferentes em função daquilo que queremos. Mas, mudou muito, principalmente do meio campo para a frente. E esse tipo de rotina, esse tipo de entrosamento, obviamente que precisa de tempo. Estamos a competir, é também consciencializá-los que o comboio já está em andamento, e quando o comboio já está em andamento o tempo muito rapidamente passa a ser secundário, porque nós precisamos de resultados. Temos que conseguir arranjar aqui um equilíbrio entre o rendimento e o crescimento da equipa. Nós estamos muito conscientes que estamos bastante longe daquilo que eu considero que vai ser a nossa melhor versão, não estamos aqui a mascarar nada. Efetivamente não temos sido uma boa equipa do ponto de vista ofensivo, como nós gostamos. Sabemos que vamos chegar a esse ponto, não tenho a mais pequena dúvida, é ir semana a semana trabalhando o melhor possível para conseguir demonstrar algo mais a cada jogo que passa».
Questionado sobre potenciais mudanças no onze inicial, Vasco botelho da Costa afirmou:
«Eventualmente pode haver aqui um pouco de alguma gestão, mas muito mais dentro daquilo que eu disse. Já passou mais tempo, a malta que chegou no fim também já tem um bocadinho mais de conhecimento. Nós não acreditamos em revoluções. (…) Temos toda a gente disponível, tirando só o João Veloso que está ali com um toquezinho, estamos aqui em dúvida até o último momento. De resto, já está toda a gente entrosada, familiarizada. Eles vêm com muita vontade, com muita ambição, com um texto novo de aprender. Acho que todos eles tiveram a pré-época possível, e portanto está toda a gente disponível».
Do lado do Marítimo, Mitchell Van der Gaag começou por destacar a dificuldade da partida:
«É um jogo difícil, num campo difícil. Uma equipa que também jogou contra o Benfica, mas que também jogou contra o FC Porto. Pela experiência, também sei que jogar contra duas equipas grandes num curto espaço de tempo é difícil. É uma equipa que tem experiência da Primeira Liga, é um campo difícil para jogar, tem um bom plantel e tem um bom treinador. E, por isso, mais uma vez, vai ser um jogo difícil para nós, fora de casa. Também é importante para ver como a equipa vai reagir depois de duas derrotas seguidas. E agora a realidade é esta».
O técnico neerlandês abordou as derrotas nos últimos dois jogos:
«Nós falamos muito da lua de mel no início. Está tudo muito bem, está tudo muito bonito, tudo está a correr bem. Agora, a realidade é que, quando nós perdemos jogos, vai ser uma dinâmica diferente e nós temos de lidar com isso. E isso faz parte do nosso trabalho também. E, pronto, nós vamos jogar contra o Moreirense com a mesma realidade de antes, que é a de que vamos precisar de cada ponto para o nosso objetivo de manutenção. Isto não mudou nada. Nunca dissemos que ia ser fácil. (…) Neste momento, perdemos dois jogos seguidos. E temos de continuar o nosso trabalho, a nossa luta, o nosso objetivo. Por isso, nada vai mudar nisto. E nós temos de trabalhar muito forte, muito bem. Eu acho que a equipa está a evoluir também em termos de qualidade com a posse da bola. E, por isso, para nós, nada mudou. Nós vamos continuar no nosso caminho para o nosso objetivo».
Por fim, Mitchell Van der Gaag falou sobre a confiança da equipa do Marítimo:
«Em cada jogo, nós estamos a tentar mudar qualquer coisa. Também tem a ver com a equipa adversária, porque nós também estamos a evoluir. E, como já disse, em termos de posse, estamos a melhorar muito. Isto também tem a ver com a confiança da equipa e com a forma como nós estamos a jogar os jogos. E também, no início da época, quando nós ganhámos os jogos, isso ajudou muito neste aspeto da confiança da equipa».



